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O feitiço do conhecimento

Nunca vos aconteceu falar ou estar a ouvir um “expert” numa determinada área que embora todo entusiasmado explica os como e os porquês não perceberem nada?

Isso acontece-me muitas vezes com a minha irmã médica quando está com as amigas que são também médicas e começam a falar e discutir sobre medicamentos, doenças e coisas várias da medicina.

Nesta newsletter já fiz referência a uma conferência de alguns anos atrás de um economista que montou uma apresentação em que 90% da plateia não estava por dentro do que ele queria dizer por usar termos técnicos demais.

A isso, em Inglês, chamam “The Curse of Knowledge” (o feitiço do conhecimento) e acontece sobretudo quando somos bons conhecedores de alguma área ou temas que não somos capazes de entender e explicar a quem ainda está no nível básico a área ou o tema.

                            

Mas, porquê é que isso acontece?

Algumas vezes presumimos que algumas coisas são o BÊ ÁA BÁ e que se fizermos referência ou contextualizarmos o assunto que estamos tratando desde o nível mais básico vai significar que afinal não somos grandes conhecedores da área e que os “poucos experts” que estarão a ver-nos apresentar vão achar que não somos do seu nível.

Quando temos uma plateia de “experts” e “entrantes” temos que saber harmonizar as coisas de modo a satisfazer ambos. Nem venham dizer-me que não é possível pois é.

Como fazer isso?

Tudo está na contextualização do tema passando por cobrir o “básico” e aos poucos “sofisticando” a explicação.

Começando pelo básico vai ajudar os “entrantes” a perceberem o porquê, enquanto ao mesmo tempo dará a oportunidade aos “experts” de reconhecerem esse básico de acordo com os seus conhecimentos.

O que separa os “entrantes” dos “experts”?

Nível básico (porquê?)                                Nível Expert (como funciona?)

 A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  X  Y  Z

 

Quando o nível de conhecimento está entre o A e K (os entrantes) o que mais interessa é entenderem o porquê. Mais á direita (a partir do nível K) a plateia já tem um conhecimento básico e dos porquês e agora estão mais interessados a saber o como funciona.

Exemplo, duas médicas poderão estar a falar sobre práticas de higiene no Hospital. Sendo as duas médicas “experts” não precisam trocar ideias sobre os porquês da necessidade de se ter uma boa higiene no Hospital e estarão mais interessadas e focalizadas em “como” garantir essa higiene (através de procedimentos e práticas hospitalares).

No nível básico (A B  C D E), a maioria das pessoas podem não ter uma ideia do porquê seja importante a prática hospitalar. Para o nível básico precisamos explicar por exemplo que muitos doentes ao entrarem no Hospital com uma doença acabam por apanhar outras, e, que muitas dessas situações acontecem porque as enfermeiras e médicos não usam luvas ou porque as casas de banho não são limpas com a devida frequência. Isto é, temos que explicar “os porquês” se deverão interessar.

Quanto aos “experts” (das letras S T para frente) interessa e muito ouvir sobre “como funciona”.

É necessário entender que se os “entrantes” não perceberem o porquê das coisas eles nunca irão entender o “como”, e isso acontece infelizmente muitas vezes (como no exemplo do economista).

Em conclusão para combater “o feitiço do conhecimento” aprende a explicar primeiro os porquês e depois entra no como funciona.

É preciso contextualizar o porquê comemoramos amanhã o dia da mulher? Sim, porque mulher é mãe, esposa, filha …

Como funciona? Um beijo, um carinho, um telefonema, uma flor …

Aquele abraço,

Nuno

 

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Observa o teu peixe

Imagem Observa o teu peixe

Observa o teu peixe

Dizem que o grande naturalista e professor Louis Agassiz da Universidade de Harvard gostava de fazer um teste com os novos estudantes que ficou conhecido como “Observa o teu peixe”. Ele tirava um peixe de um jarro e metia à frente do estudante em cima de um pano na sua mesa e lhe deixava com a frase “Observa o teu peixe”.

 

Mais tarde, de regresso, perguntava ao estudante: o que viste? O estudante dizia que não tinha visto muito, e ele então deixava-o outra vez com a frase “Observa o teu peixe” e ia-se embora.

 

Esse ritual poderia durar por dias e dias e os estudantes sem compreender o que queria deles o professor. Aos poucos iam descobrindo que o peixe tinha duas barbatanas, uma de cada lado, tinha órgãos aos pares e assim por diante e ao dizer isso, o professor anuía “claro, claro” e deixava-os com a frase “Observa o teu peixe”.

 

Muitos de nós quando temos uma apresentação a fazer ou um problema por resolver saltamos logo para o Powerpoint ou começando a elaborar uma solução sem investir o tempo para “Observar o nosso peixe”.

 

Ao preparar a nossa apresentação temos que dedicar o tempo a perceber o contexto do tema para o público-alvo da apresentação, “observando” com olhos de ver o que realmente está em jogo.

 

Se somos convidados a falar sobre algum tema para uma determinada plateia devemos tentar “observar” o tema do ponto de vista de quem vai lá estar (o teu público) para entender quando se fala no tema o que eles “observam” e esperam, e como essas “observações” os faz sentir (que emoções desperta).

 

Para garantir uma apresentação de sucesso devemos também “observar” como é que o público se interpretará e agirá entre si. Afinal, muitas vezes, vamos para uma apresentação não para ouvir ou saber sobre o tema, mas sim porque fulano ou sicrano vão estar aí (os interesses em jogo dos participantes e o fazer parte do ambiente).

 

Alguém poderia estar a ir para um atelier ou workshop porque sabe que terá a oportunidade de ver ou falar com o Administrador da empresa XYZ, ou o Ministro ABC que poderão lhe abrir as portas de que precise (seja em termos de vendas ou de influenciação).

 

Outra pessoa estaria indo para o evento para “observar” quem esteve a conversar com quem, ou quem sentou-se na primeira fila ou quem chegou atrasado, para dessas “observações” tentar perceber e deduzir o porquê está acontecendo isso ou aquilo na sociedade ou no ambiente de trabalho.

 

As nossas “observações” não podem ficar por aí. Convém “observar” se seremos sozinhos a apresentar ou estarão outros e tentar perceber o porquê o anfitrião do evento resolveu convidar seja nós como também os outros apresentadores. Todas as pessoas têm uma agenda, e a do anfitrião tem que ser bem “observada” (o porquê da realização do evento).

 

“Observar” a agenda do anfitrião deve ser feito analisando um contexto temporal para entender o que originou a realização do evento (será uma resposta ou reacção a algo que aconteceu num passado ou estará a antecipar algo num futuro). A agenda tem um objectivo que pode estar na sua fase generalista ou específica e um bom apresentador investe tempo em “observá-la”.

 

O anfitrião, como pessoa ou profissional poderá deixar transparecer as suas intenções e objectivos se levarmos tempo a “observar-lhe” em termos de como nos relacionamos (no caso exista um relacionamento anterior) e “observando” o como, o quando e o quê nos propõe para apresentar.

 

“Observa o teu peixe” no trabalho, na Televisão, nos Jornais, na Internet, em família, com os amigos e descobrirás que muitas coisas passam-se sob o teu nariz sem que te dês conta.

 

Esses pequenos parágrafos servem para vos inspirar na “arte da observação” seja na preparação de uma apresentação, na abordagem a algum problema ou vivendo as nossas vidas, pretendendo tão-somente alertar que muitas vezes com uma “observação” direccionada e paciente conseguimos uma maior compreensão e introspecção do mundo em que estamos podendo colher assim melhores benefícios para as nossas vidas.

 

Aquele abraço,

Nuno

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Kal ké bô stile?

Ouvi dizer que “Os Primitive”, grupo rock Cabo-verdiano iriam fazer uma actuação ontem no “café palkus” antes da partida prevista para o Brasil representar num festival internacional de rock.

 

Pelo adiantar da hora e por faltar-me coragem e convicção para dizer (leia-se pedir) à minha mulher que gostaria de sair no meio da semana para ir ver um grupo rock não fui.

 

O meu primeiro contacto com o grupo ocorreu nesse mesmo café alguns anos atrás (senão me engano na época chamado “Café Cultura”) quando era mais “parodiento” J

 

A música deles “Kal ké bô stile?” me agradou muito, e, confesso que não saberia cantar outras do grupo.

 

A associação entre o nome “Primitive” que pode ser definido como “característica de uma fase inicial ou embrionária e desenvolvimento” (in wikipedia) e o título da música “Kal kê bô stile?” significando” qual o teu estilo?” levou-me a reflectir sobre o facto de que muitas vezes nos deixamos transportar por conformismos e padrões sociais recomendados e pré-definidos reprimindo o nosso estilo individual que normalmente se manifestou desde a nossa infância.

 

Me explico:

Quantos de nós levamos duas vidas em paralelo? A vida do trabalho ligado muitas vezes a tarefas impostas e desagradáveis sustentadas pela necessidade do dinheiro que conseguimos para poder viver a “nossa vida” fora do trabalho controlada e gerida segundo o “estilo único” que a natureza ou o universo nos deu (como seres humanos) e nos dá verdadeiramente prazer.

 

Quantas pessoas conhecem que estão anos numa profissão ou seguiram determinados estudos porque é o mais seguro ou lhes foi imposto pelos pais, consortes transcurando o que sentiam deveria ser o “seu chamamento” de vida?

 

Muitas vezes “reprimimos” aquilo que nos é particular e que cada ser humano tem (o seu estilo), pois cada um de nós é único geneticamente para tentar padronizar, enquadrar acabando por viver vidas infelizes e com arrependimentos tardios?

 

Porquê não tentar seguir o nosso estilo, aquele chamamento interior sufocado que nos permitiria exprimir todo o nosso potencial total humano? Porquê deixar de fazer ou correr atrás dos nossos sonhos mesmo se a curto prazo possam parecer que não nos dê dinheiro ou segurança?

 

Os grandes mestres da humanidade desde Leonardo da Vinci, Darwin, Ghandi … seguiram o seu estilo deixando o nosso mundo melhor. Tenho a certeza que encontraram várias oposições, muitas incertezas, baterão muito com a cabeça mas quando chegaram no final das suas vidas sentiram que tinham feito a melhor escolha.

 

Mas, ainda não é tarde demais. Se o teu sonho, o teu chamamento, é ser piloto, pintor, artista, engenheiro, empresário, cozinheiro, cientista, desportista vai nisso.

 

Como irás reconhecer o teu “stile”?

 

Algo que faças com paixão, entusiasmo, que te envolva horas e que parece que a cada minuto a mais empregado a tua energia em vez de diminuir se eleva este é o teu “stile”.

Se fizeres uma auto-análise poderás descobrir na tua infância (primitive) o momento em que algo te tocou, marcou e definiu o teu destino. Pode ter sido um objecto que tenhas visto, uma música que ouviste, um odor que tenhas sentido ou alguém que te mostrou pela primeira vez o “teu stile”.

 

Aquele abraço,

Nuno

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Nha Pikinina

capuchinho

As férias escolares da minha e infância e adolescência eram passadas com a minha avó paterna em Tarrafal de Santiago.

 

Minha avó, Nha Fifi, vivia sozinha durante o ano no seu casarão tendo uma casinha dos fundos aonde morava Nha Pikinina, senhora que lhe ajudava na sua horta e fazia-lhe companhia.

 

Nha Pikinina, uma mulherzinha pequena e desdentada sempre com cabeça protegida pelo seu lenço atraia a nossa atenção (com as minhas irmãs) durante a noite dentro com as suas histórias contadas no quintal da casa entre sombras e ruídos do entrelaçar das plantas de cana-de-açúcar e os pés de azedinha que compunham a horta.

 

Essas histórias nocturnas, ainda vivas nas minhas memórias passados vários anos conseguiam nos manter num estado permanente de suspense e até de algum medo pelo uso frequente de personagens que eram feiticeiras e que atormentavam as pessoas.

 

As histórias são o que de melhor podemos usar para comunicar e reter a atenção. Embora exista esse sentimento que as histórias são para as crianças, elas constituem uma das formas mais poderosas de comunicar ideias e passar informação.

 

No contexto profissional também as histórias resultam muito bem, embora estejamos nas nossas empresas e Instituições paralisados pelo “powerpoint”.

 

Ainda no outro dia durante uma formação uma menina de call-center nos contou uma lindíssima a mostrar que o modesto trabalho de rapariga de call-center tem toda a importância deste mundo.

 

Um dia alguém chamou para o call-center e se identificou como um pescador que estava em apuros pois tinha perdido os seus remos e estando sem saldo teve a feliz ideia de chamar o call-center da sua operadora a pedir ajuda (serviço gratuito).

 

O pescador pediu que se telefonasse a alguém que depois foi desenrascá-lo em alto mar.

 

Podem ver que uma simples história quão grande impacto pode ter na auto-estima da rapariga de call-center e suas colegas para entender a importância do seu trabalho

 

Mas como se monta uma história?

De forma muito simples uma história tem 3 dimensões: Contexto-Acção-Resolução.

 

O contexto deita as bases para introduzir os ouvintes no tema. Na história da rapariga de call-center o contexto dá-nos conta que um pescador solitário partiu para alto mar.

 

A acção relata o drama o conflito ou problema: no meio da pescaria em alto mar ele perde os seus remos e fica numa situação difícil com risco de ser levado pela corrente e se perder para sempre.

 

A resolução trata o desfecho do drama: ele chama o call-center da sua operadora que pede socorro em seu auxílio.

 

Capuchinho Vermelho

 

 

Contexto: Capuchinho vermelho era uma menina dócil e carinhosa que estava levando comida à avó querida que morava sozinha no meio da floresta. Pelo caminho encontrou-se com o lobo mau que falando-lhe de mansinho perguntou aonde ia.

A pequena ingénua, disse-lhe que ia visitar a avó que estava doente e que morava sozinha.

 

Acção: O lobo antecipou-se à casa da avó comendo-a e disfarçado de avozinha engole a pequenina após ela lhe perguntar “avozinha porquê é que tens essa boca tão grande”?

 

Resolução: O caçador amigo da avó que passou para ver como ela estava encontra um lobo mau de barriga cheia que ressonava deitado na cama da avozinha. O caçador corta a barriga do lobo mau libertando e salvando o Capuchinho e a avó.

 

Aquele abraço de boas histórias no vosso final de semana.

Nuno

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Rodízio dois(ponto)zero

ostras-ostraA melhor lembrança do meu primeiro rodízio é um “filet mignon” bem fofo coberto com um creme maravilhoso de alho e natas. Fico de água na boca a ver esse “filet mignon”, foi em Fortaleza no Brasil.

 

Sobre este primeiro rodízio as outras lembranças não são as melhores pois quando saí sentia-me de tal forma “entuparrado” (nem sei se esta palavra existe) e cheio que fiquei desanimado.

 

Alguns anos mais tarde, sempre no Brasil, desta vez na Cidade do Rio, fui para um rodízio que me deixou só boas lembranças: ostras, camarão e óptimo vinho chileno.

 

A diferença entre as duas experiências reside no facto que na segunda vez “deixei pra lá” os vários pratos de batatinhas fritas, costeletas de porco, frangos assados, batatas no forno, feijãozinho preto, farofa, aperitivos vários e etc, e, ESCOLHI.

 

Na primeira experiência “fui com todas” e no final fiquei triste e desanimado. Não me interpretem mal, as batatinhas fritas, as costeletas de porco, os frangos assados, as batatas no forno, o feijãozinho preto, a farofa, os aperitivos vários são todos pratos deliciosos, mas, isso não significa que devia comê-los todos.

 

No rodízio das nossas vidas é a mesma coisa, devemos ESCOLHER, pois tudo pode ser bom mas não quer dizer que nos seja benéfico. Beber uma cervejinha com amigos ao ver o jogo é bom, levantar uma asinha para a gostosa é bom, parodiar até amanhecer é bom, dormir até tarde é bom, ver TV todo o dia é bom, mas não quer isso significar que fazer o que é bom nos seja benéfico.

 

Beber uma cervejinha pode até ser bom mas se depois tens que conduzir e dás de cars com a polícia a fazer-te o bafómetro pode te enviar para cadeia, levantar a asinha à gostosa pode ser bom mas pode prejudicar para a tua relação conjugal/familiar, parodiar até amanhecer é bom mas amanhecer com ressaca e ter que ir trabalhar cedo não é benéfico etc.

 

O meu ponto é que a vida tem muitas coisas boas sem que isso signifique que temos que fazê-las todas. Os empreendedores sofrem muito desse “vício”, estão sempre a ver oportunidades em todo o lado e não se concentram em especializar-se, vemos empreendedores que chegam no cliente para vender uma coisa e descobrem que o cliente não precisa daquilo mas de outra coisa e “como a oportunidade surgiu” imediatamente começam a vender a coisa, mesmo sem saber mesmo o que vai implicar para o seu negócio. A oportunidade pode até parecer boa mas não quer dizer que seja benéfica.

 

Exemplo, boutiques que abrem para dois dias mais tarde venderem também o arroz Tailandês pois está com saída. Se entrar alguém a procurar a sua roupa bonita e der de caras com o saco de arroz pensa que talvez não tenha entrado na boutique adequada. Pode ser bom mas não é benéfico.

 

As tuas aspirações pessoais e profissionais ditam como deves disciplinar a tua vida. Se tens um projecto de vida que vai levar mais 40 anos a realizar-se segundo os teus planos, estar na paródia bebendo litros de álcool ao som de “bafas”, batatas fritas, feijoadas e assim por diante todos os dias não vai-te ajudar a lá chegar (antes irás morrer de colesterol ou ataque cardíaco).

 

Se queres ter aquela promoção ou aspiras a atingir um determinado objectivo empresarial, passar os dias a ver Champions League, Liga Portuguesa, Liga Espanhola, Premier League e etc pode até ser bom mas não irá levar-te aos teus objectivos. Talvez, em vez de estar a fazer essas “coisas boas” deverias estar a estudar pesquisar para o teu desenvolvimento pessoal e chegar aos teus objectivos, aspirações e sonhos.

 

Se queres realizar os teus sonhos deves interiorizar que nem tudo que é bom na vida te ajudará a realizá-los, tens que ESCOLHER e saber dizer não algumas vezes.

Aquele abraço,

Nuno

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Alice no país das maravilhas

“ Pode me dizer por favor em que direcção devo ir?” – Pergunta a Alice.

“Isso depende muito de aonde queres ir.” – Responde o gato.

 

“Eu não me importo muito para aonde vou.” – Diz a Alice.

“Então não importa qual a direcção tomes que lá vais chegar.”- Responde o gato.

 

Alice no país das maravilhas

 

Não há nada mais irritante que num país estrangeiro ao conduzir a gente se perder sem saber qual estrada tomar para chegar ao nosso destino. E, quando a gente se perde é como se o mundo se virasse do avesso e começamos a perder a paciência, o suor a escorrer por todos os poros da nossa pele e o nervosismo a tomar conta da nossa condução.

 

Não me aconteceu quando estivemos (com a família) de férias na Holanda aonde descobri um instrumento maravilhoso, o tomtom. Trata-se de um navegador de posição (GPS) que possui os mapas detalhados das estradas e que funciona assim:

  1. Definimos o destino (aonde queremos ir), temos que saber aonde queremos ir;
  2. Ele determina aonde estamos no momento e nos indica no ecrã para aonde devemos seguir para chegar ao nosso destino.

gps-tomtom-

Figura- tomtom, navegador GPS

Nas nossas vidas se formos como a pobrezinha da Alice que não sabia para aonde queria ir, não interessa a estrada que tomemos não iremos a lugar nenhum. Saber também aonde queremos ir não é suficiente, teremos que agir dia após dia para chegarmos ao nosso destino.

 

Exemplo, nas minhas actividades profissionais como vendedor tenho os meus objectivos que podem ser planificados de forma trimestral (neste trimestre quero vender X). No entanto saber aonde quero ir (o meu objectivo de vendas do trimestre) não me diz o que tenho que fazer dia após dia.

 

Então, para além de conhecermos o nosso objectivo deveremos montar um sistema (tipo o tomtom) que nos ajudará dia a dia a executar as actividades necessárias para conseguirmos chegar nesse objectivo (chegar ao nosso destino).

 

Segundo a nossa experiência de vendas para conseguirmos um novo cliente ou que um cliente compre outros serviços costumamos:

– Telefonar para marcar encontros de apresentação de soluções aos nossos clientes;

– Fazemos visitas para conhecer as necessidades dos clientes e vender as nossas soluções;

 

O nosso sistema tomtom  podia ser um jogo de pontuação para cada uma das actividades que nos levam a vender (telefonar e visitar). Assim podíamos dar:

5 pontos para cada telefonema;

10 pontos para cada visita;

 

Se em média para assinarmos um contracto são necessários 4 telefonemas (20 pontos) e 3 visitas (30 pontos) e temos como objectivo assinar 7 contractos no mês teremos que fazer em média 7 vezes a pontuação média para conseguir um contracto, isto é, 7*(20+30)= 350 .

 

Se dividirmos 350 por 22 dias úteis de trabalho temos 16 pontos diários. Assim, o nosso tomtom diário para conseguirmos chegar ao nosso objectivo é de garantir pelo menos 16 pontos por dia (pode ser feito com 2 telefonemas e uma visita ou outra combinação das actividades do vendedor).

O importante é que ao levantarmos de manhã sabemos que para chegar ao nosso objectivo temos que telefonar e visitar fazendo uma média diária de pelo menos 16 pontos.

 

E tu, tens o teu tomtom para a tua nova casa, carro novo, novo negócio ou objectivo da tua vida?

 

Aquele abraço,

Nuno

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Era uma vez Ichimonji

Hoje dei de caras com um artigo num blog que falava sobre o realizador Japonês Akira Kurosawa. De imediato veio-me à mente um dos seus filmes que muito me marcou chamado “RAN”.

Literalmente na língua japonesa RAN está a significar “revolta”, “rebelião”, “confusão” ou “distúrbio”. O filme RAN conta o declínio de um clã que foi muito poderoso na idade média japonesa – Clã Ichimonji.

A história do filme começa quando o patriarca do clã decide repartir o controlo do seu reino pelos três filhos: Taro, Jiro e Saburo. Taro, o mais velho, recebeu o prestigioso Primeiro Castelo e foi consagrado líder do Clã Ichimonji, enquanto que ao  Jiro e ao Saburo foram dados os Segundo e Terceiro Castelos.

Hidetora que era o Patriarca, “pensou” que ele continuaria a ser O Grande Lorde, usufruindo de todas as regalias (riqueza, concubinas …) enquanto que os filhos Jiro e Saburo deveriam ajudar o Taro a governar. Para sustentar a sua decisão Hidetora contou uma parábola que continha essa lição dizendo: “três paus são mais difíceis de quebrar do que um”.

De seguida, Saburo tirou-lhe das mãos os três paus e quebrou-os batendo no seu joelho dizendo que a lição era estúpida e que o pai estava doido se pensava poder contar que os filhos lhe iriam ser leais.

O filme, uma maravilha em termos visuais prossegue mostrando o caos que se instalou no clã com intrigas, traições, mentiras e os filhos a tirarem tudo ao pai, sua guarda pessoal, suas concubinas, tudo, absolutamente tudo deixando-o a deambular como louco nas ruínas daquilo que foi um castelo.
E, através de lutas sanguinárias de poder entre si, os filhos acabam por se assassinarem uns aos outros destruindo completamente o que antes foi o poderoso Clã Ichimonji.

Era uma vez o Clã Ichimonji.

Nuno Levy

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Bikini diet

bikini

2013 está chegando, e é tempo de reflectir e aspirar ao que queremos no Ano Novo, seja uma casa nova, um carro novo, um amor novo, uma nova promoção, mais dinheiro ou porque não um bikini novo.

Mas já sabem como é, quem quer bikini tem que ter “il físico” para usá-lo e o que muitos tentam de evitar é o processo de se ter “il físico” para o bikini e esperam que por magia com se de um evento fosse de repente irão ganhar “il físico” para o bikini.

O que traumatiza os seguidores da dieta do bikini é que querem ter a beldade e o corpo mas não querem suar para lá chegar e manter-se.

A metáfora da dieta do bikini se aplica a tudo aquilo que podemos estar a aspirar neste Ano Novo, se queremos algo ou alguém muito provavelmente deveremos seguir um “processo” e não estar  à espera de um “evento”.

Queres aquela promoção? Então melhora a tua produtividade, as tuas competências de comunicação e o que for preciso para que sejas escolhido para o cargo, não esperes que isso vá  acontecer assim.

Queres uma casa nova? Então programa todo o processo desde as burocracias administrativas, de como irás encontrar o financiamento e quanto irá custar-te viver com o empréstimo e se tiveres a pensar em construir todas as dores de cabeças com o empreiteiro e outros profissionais do ramo.

És mulher e queres um físico de bikini? Então começa a comer menos e melhor, programa actividades físicas semanais, sejam caminhadas, idas a ginásios ou ginásticas de grupo, só ver-se no espelho não vai dar.

Queres mais dinheiro? Então arranja outras actividades geradoras de rendimento e não aumentes o teu consumo. Para isso poderás ter que trabalhar mais, esforçar-te para ter novas ideias e sobretudo metê-las em acção pois sem acção não irás a parte alguma.

Se te esforçares nos processos e não ficares à  espera de eventos tenho a certeza que na tua caminhada em 2013 terás muitos momentos em que estarás como os rapazes na praia com dentes cascados a apreciarem as beldades de bikini.

Feliz Ano Novo para ti e extensivos (para família, amigos …).

Aquele abraço,

Nuno

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Alô alô, n’ sta estreia nha tilivison

Quem conhece o meu amigo de infância Max, de nome completo Miguel Mendes de Sá Barbosa sabe que ele não tem papas na língua e não se deixa conter sobretudo quando a gente faz alguma burrice.

 

Acreditem ou não, consegui um dia, muito longe nos anos 80 (de 1980) chamar o meu amigo com toda a excitação da minha vida ao telefone para lhe comunicar que já tinhámos telefone em casa.

 

E o que me saiu da boca nesse momento emocionante? “Alô alô, n’ sta estreia nha tilivison”.

 

Não lhe tivesse nunca dito isto, pois até a data ainda se lembra dessa história e goza.

 

Mas até que não estava muito “fora” pois hoje em dia em casa o telefone permite trazer a TV (através da Internet). Talvez estivesse só a visionar o futuro 🙂 de hoje.

 

Bom, na verdade o que queria partilhar convosco e estou tentando matutar há vários dias era alguma história de Natal ou Final de Ano que não criasse ruídos digitais na vossa caixa de correio que deverá estar a receber Boas Festas e Feliz Ano Novo de várias formas tamanhos e dimensões.

 

Até este parágrafo a única história é do meu amigo Max que por ironia histórica hoje em dia trabalha como meu concorrente directo e imaginem só no quê? Nos telefones! Por isso sem mais delongas e mais histórias vos faços os votos de um Feliz Ano de 2013 com muitas estreias de “tilivisons”, frigoríficos, casas, amig@s etc

 

Aquele abraço,

Nuno

 

ps: num tempo não muito longe tempo o meu amigo Max que é cidadão honorário do Rio de Janeiro fez-me uma visita guiada à Cidade Maravilhosa incluíndo partida de futebol no maracanã para ver o mengão.

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Papaieta

Hoje a minha mulher pediu-me que lhe levasse a um sapateiro no bairro da Fazenda de nome “brancu”.

Veio-me logo à mente um amigo de infância nesse bairro que tinha um irmão chamado “brancu” enquanto ele tinha a alcunha de “papaieta” que derivava da alcunha do pai chamado “Nhu papá”.

“Nhu papá” um senhor já com os seus sessenta e tal anos tinha arranjado uma nova mulher de quem teve o “papaieta”.

Eles tinham um bar na rua principal do bairro da Fazenda e o “papaieta” abusando do facto do pai ser velho costumava “fisgar” notas e trocos do caixa do bar e andava sempre cheio delas a gastar muitas vezes em futilidades.

Naquele tempo a “malta” (cerveja preta) era muito apreciada por nós meninos mas nem sempre os nossos pais davam dinheiro para comprar. O “papaieta” bebia malta todos os dias que apanhava no bar dos pais e  fazia questão de o fazer na rua à frente de todos.

Um dia, eu e ele chegamos a um acordo: iria lhe dar uma lata de “corn bife” que tinha na despensa na nossa cassa e em troca ele me iria dar uma “malta”.

Não sei como o meu pai veio a descobrir essa “troca de serviços” e fechou-me no quarto dos fundos castigando-me severamente com açoites. Dos açoites que levei nem me lembro, mas não posso me esquecer do porquê:

– Tinha apanhado comida de todos lá em casa para trocar com uma garrafa de “malta” para o meu consumo individual.

Hoje, passados uns trinta anos de vez em quando vejo o “papaieta” sobretudo nas encostas marítimas da Cidade da Praia pois perdeu tudo e vive na rua ele que era um dos meninos mais velozes da nossa geração agora para além disso coxea.

Agora não nos cumprimentamos pois quando nos cruzamos ele abaixa a cabeça e desvia o olhar para o lado embaraçado, mas quanto gostaria que “nhu papá” tivesse lhe dado açoites daquele genéro que levei do meu pai.

Aquele abraço,

Nuno

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