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Archive for Apresentações de Sucesso

O feitiço do conhecimento

Nunca vos aconteceu falar ou estar a ouvir um “expert” numa determinada área que embora todo entusiasmado explica os como e os porquês não perceberem nada?

Isso acontece-me muitas vezes com a minha irmã médica quando está com as amigas que são também médicas e começam a falar e discutir sobre medicamentos, doenças e coisas várias da medicina.

Nesta newsletter já fiz referência a uma conferência de alguns anos atrás de um economista que montou uma apresentação em que 90% da plateia não estava por dentro do que ele queria dizer por usar termos técnicos demais.

A isso, em Inglês, chamam “The Curse of Knowledge” (o feitiço do conhecimento) e acontece sobretudo quando somos bons conhecedores de alguma área ou temas que não somos capazes de entender e explicar a quem ainda está no nível básico a área ou o tema.

                            

Mas, porquê é que isso acontece?

Algumas vezes presumimos que algumas coisas são o BÊ ÁA BÁ e que se fizermos referência ou contextualizarmos o assunto que estamos tratando desde o nível mais básico vai significar que afinal não somos grandes conhecedores da área e que os “poucos experts” que estarão a ver-nos apresentar vão achar que não somos do seu nível.

Quando temos uma plateia de “experts” e “entrantes” temos que saber harmonizar as coisas de modo a satisfazer ambos. Nem venham dizer-me que não é possível pois é.

Como fazer isso?

Tudo está na contextualização do tema passando por cobrir o “básico” e aos poucos “sofisticando” a explicação.

Começando pelo básico vai ajudar os “entrantes” a perceberem o porquê, enquanto ao mesmo tempo dará a oportunidade aos “experts” de reconhecerem esse básico de acordo com os seus conhecimentos.

O que separa os “entrantes” dos “experts”?

Nível básico (porquê?)                                Nível Expert (como funciona?)

 A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  X  Y  Z

 

Quando o nível de conhecimento está entre o A e K (os entrantes) o que mais interessa é entenderem o porquê. Mais á direita (a partir do nível K) a plateia já tem um conhecimento básico e dos porquês e agora estão mais interessados a saber o como funciona.

Exemplo, duas médicas poderão estar a falar sobre práticas de higiene no Hospital. Sendo as duas médicas “experts” não precisam trocar ideias sobre os porquês da necessidade de se ter uma boa higiene no Hospital e estarão mais interessadas e focalizadas em “como” garantir essa higiene (através de procedimentos e práticas hospitalares).

No nível básico (A B  C D E), a maioria das pessoas podem não ter uma ideia do porquê seja importante a prática hospitalar. Para o nível básico precisamos explicar por exemplo que muitos doentes ao entrarem no Hospital com uma doença acabam por apanhar outras, e, que muitas dessas situações acontecem porque as enfermeiras e médicos não usam luvas ou porque as casas de banho não são limpas com a devida frequência. Isto é, temos que explicar “os porquês” se deverão interessar.

Quanto aos “experts” (das letras S T para frente) interessa e muito ouvir sobre “como funciona”.

É necessário entender que se os “entrantes” não perceberem o porquê das coisas eles nunca irão entender o “como”, e isso acontece infelizmente muitas vezes (como no exemplo do economista).

Em conclusão para combater “o feitiço do conhecimento” aprende a explicar primeiro os porquês e depois entra no como funciona.

É preciso contextualizar o porquê comemoramos amanhã o dia da mulher? Sim, porque mulher é mãe, esposa, filha …

Como funciona? Um beijo, um carinho, um telefonema, uma flor …

Aquele abraço,

Nuno

 

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Observa o teu peixe

Imagem Observa o teu peixe

Observa o teu peixe

Dizem que o grande naturalista e professor Louis Agassiz da Universidade de Harvard gostava de fazer um teste com os novos estudantes que ficou conhecido como “Observa o teu peixe”. Ele tirava um peixe de um jarro e metia à frente do estudante em cima de um pano na sua mesa e lhe deixava com a frase “Observa o teu peixe”.

 

Mais tarde, de regresso, perguntava ao estudante: o que viste? O estudante dizia que não tinha visto muito, e ele então deixava-o outra vez com a frase “Observa o teu peixe” e ia-se embora.

 

Esse ritual poderia durar por dias e dias e os estudantes sem compreender o que queria deles o professor. Aos poucos iam descobrindo que o peixe tinha duas barbatanas, uma de cada lado, tinha órgãos aos pares e assim por diante e ao dizer isso, o professor anuía “claro, claro” e deixava-os com a frase “Observa o teu peixe”.

 

Muitos de nós quando temos uma apresentação a fazer ou um problema por resolver saltamos logo para o Powerpoint ou começando a elaborar uma solução sem investir o tempo para “Observar o nosso peixe”.

 

Ao preparar a nossa apresentação temos que dedicar o tempo a perceber o contexto do tema para o público-alvo da apresentação, “observando” com olhos de ver o que realmente está em jogo.

 

Se somos convidados a falar sobre algum tema para uma determinada plateia devemos tentar “observar” o tema do ponto de vista de quem vai lá estar (o teu público) para entender quando se fala no tema o que eles “observam” e esperam, e como essas “observações” os faz sentir (que emoções desperta).

 

Para garantir uma apresentação de sucesso devemos também “observar” como é que o público se interpretará e agirá entre si. Afinal, muitas vezes, vamos para uma apresentação não para ouvir ou saber sobre o tema, mas sim porque fulano ou sicrano vão estar aí (os interesses em jogo dos participantes e o fazer parte do ambiente).

 

Alguém poderia estar a ir para um atelier ou workshop porque sabe que terá a oportunidade de ver ou falar com o Administrador da empresa XYZ, ou o Ministro ABC que poderão lhe abrir as portas de que precise (seja em termos de vendas ou de influenciação).

 

Outra pessoa estaria indo para o evento para “observar” quem esteve a conversar com quem, ou quem sentou-se na primeira fila ou quem chegou atrasado, para dessas “observações” tentar perceber e deduzir o porquê está acontecendo isso ou aquilo na sociedade ou no ambiente de trabalho.

 

As nossas “observações” não podem ficar por aí. Convém “observar” se seremos sozinhos a apresentar ou estarão outros e tentar perceber o porquê o anfitrião do evento resolveu convidar seja nós como também os outros apresentadores. Todas as pessoas têm uma agenda, e a do anfitrião tem que ser bem “observada” (o porquê da realização do evento).

 

“Observar” a agenda do anfitrião deve ser feito analisando um contexto temporal para entender o que originou a realização do evento (será uma resposta ou reacção a algo que aconteceu num passado ou estará a antecipar algo num futuro). A agenda tem um objectivo que pode estar na sua fase generalista ou específica e um bom apresentador investe tempo em “observá-la”.

 

O anfitrião, como pessoa ou profissional poderá deixar transparecer as suas intenções e objectivos se levarmos tempo a “observar-lhe” em termos de como nos relacionamos (no caso exista um relacionamento anterior) e “observando” o como, o quando e o quê nos propõe para apresentar.

 

“Observa o teu peixe” no trabalho, na Televisão, nos Jornais, na Internet, em família, com os amigos e descobrirás que muitas coisas passam-se sob o teu nariz sem que te dês conta.

 

Esses pequenos parágrafos servem para vos inspirar na “arte da observação” seja na preparação de uma apresentação, na abordagem a algum problema ou vivendo as nossas vidas, pretendendo tão-somente alertar que muitas vezes com uma “observação” direccionada e paciente conseguimos uma maior compreensão e introspecção do mundo em que estamos podendo colher assim melhores benefícios para as nossas vidas.

 

Aquele abraço,

Nuno

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O pastor e a estrela

Pastor Sardo

Fiz umas férias fantásticas na Sardenha alguns anos atrás. Para quem não sabe a ilha da Sardenha tem uma forte cultura pastorícia. Na Sardenha têm muitas ovelhas e cabras e fazem muito queijo bom.

A ilha é linda ainda com natureza intacta (mais na parte Sul) com praias espectaculares do nível da nossa querida Boavista.

Os “Sardos” (os habitantes da Sardenha), são de estatura pequena e com uma grande tradição pastorícia como acima referi, então, acontece com frequência no interior da ilha de encontrar grupos de cabras a atravessarem a estrada no seu ritmo apaziguado e vagaroso com o “pastor sardo” atrás do grupo a guiá-lo com assobios e movimentos de corpo.

O “pastor sardo” tem a responsabilidade de levar as cabras para a pastagem e no final do dia de re-encaminhá-las para casa. O sucesso da empresa é determinada pela capacidade do pastor saber guiar as suas cabrinhas e conseguir ajudar uma ou outra que por acaso se desencaminhe do roteiro.

Os “sardos” são também exímios cavaleiros (pela sua estatura pequena e pouco peso) e muitos deles são grandes estrelas nas corridas de cavalo. Quando correm como cavaleiros o objectivo é ir o mais depressa possível e ultrapassar o resto dos concorrentes.

A diferença entre o “pastor sardo” e a “estrela” é a mesma que existe entre uma boa liderança e uma péssima.

O bom líder tem como objectivo desenvolver as capacidades e competências do grupo e quase por ironia é aquele que está atrás do grupo. Ao bom líder interessa que o o grupo chegue ao destino mesmo se ele tiver que ir mais devagar.

O péssimo líder é aquele que pensa que liderança é ele chegar em primeiro lugar, sem se preaucupar com o grupo. O péssimo líder é do tipo “quando saiu da empresa as coisas deixaram de funcionar”, quer dizer que apesar de todos os anos que ele passou como “líder” não soube ajudar os outros a desenvolverem.

O grande apresentador é como o “pastor sardo” ele pensa somente na plateia, em como ajudá-la a desenvolver-se, no quê está interessada e gosta.

O apresentador medíocre é como a estrela, pensa só num vencedor – ele mesmo – e desinteressa-se por completo da plateia só se interessa por ele mesmo e pelo seu Powerpoint e ego.

Se quiseres ser um grande apresentador e líder começa “pastorar”.

Aquele abraço,
Nuno

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Uiaphila Yebóó

Sempre gostei da África e todas as vezes que fui para o continente tive experiências radiosas.

Quando poiso os pés no Senegal (Dakar) sinto algo diferente como se estivesse a renascer. O Senegal costuma ser o nosso (caboverdianos) gateway para a África, a partir daí tomamos aviões para outros países do continente.

A mim não me tocam e nem dou importância aos “stress africanos” que os meus co-cidadãos gostam de reparar como o lixo, vendedores ambulantes insistentes, pessoas a tomarem chá nas ruas etc.

No Senegal já estive em restaurantes finíssimos que não têm nada a invejar aos de Paris, Roma, Barcelona só para dar exemplo de algumas Cidades Europeias que também conheço.

No Senegal também conheci casino de jogos do mesmo nível que conheci em Veneza na Itália.

Numa das avenidas principais de Dakar podemos encontrar uma avenida de artistas com carpinteiros expondo camas,mobílias, artesanato ao longo de mais de um kilómetro. Na Cidade da Praia um carpinteiro para trocar uma simples fechadura de porta demora horas quando conseguimos arranjar (e fica toda mal feita a guinchar).

Fico impressionado também com um mercado de peixe em Dakar que funciona até às 11h da noite com petiscos marinhos frescos.

Todos sabemos dos “grandes problemas africanos” que aparecem e são diariamente analisados a fundo nas nossas TVs e outros meios de comunicação mas isso não que dizer que a África seja má.

É preciso saber procurar a “rainha em África”. Já conhecemos a história de pussy cat o gatinho que foi para Londres e voltou e quando lhe perguntaram se tinha visto a rainha o gatinho disse que só viu um ratinho.

O gatinho podia até estar embaixo das saias da rainha mas como procurava ratinhos só isso viu.

Com a África é a mesma coisa podes estar embaixo da rainha e não vê-la porque só estás à procura do ratinho.

Como diz o ditado: “achamos aquilo que procuramos”.

Quando estiveres a ir para a África diz alto e em bom tom “Uiaphila Yebóó” que é uma forma de cumprimento que os Zulus da África do Sul fazem.

Uiaphila Yebóó, significa “Bom dia como estás” (em tom alegre e jovial) e verás se a “rainha” não te aparece em África também.

Uiaphila Yebóó para o teu final de semana.

Nuno

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Os chapéus da Rainha

Olá a todos,

depois de um silêncio de mais de 2 semanas eis-me de volta para a nossa newsletter, estou muito feliz por isso.

Hoje queria partilhar convosco uma experiência que tive na ilha do sal alguns dias atrás:

Fui num potencial cliente e enquanto escutava do Director Financeiro como é que o negócio deles funcionava, que necessidades tinham e lhe apresentava algumas soluções, ele no meio da conversa pediu para fazer uma pausa e chamou o seu técnico informático para a reunião.

Do momento que o técnico chegou na conversa eu estava como a rainha de Inglaterra com vários chapéus. Metia o “chapéu financeiro” para falar com o Director Financeiro e metia o “chapéu técnico” quando me dirigia ao técnico.

O Director Financeiro não se ilude com conversa fiada, ele quer ver números e quer que se chegue directo ao ponto que lhe interessa (aí vou poupar X, assim vou poder fazer Y).

O ponto de vista do técnico informático já é outro, ele está a pensar nas soluções técnicas implementadas e não quer arriscar ter que mudar (isso vai me trazer canseiras ele pensa). Ele não se interessa pelo poupar como o Director Financeiro, para ele as prioridades são outras.

Isso acontece comigo e de certeza com vocês todos os dias. Pode ser numa reunião ou apresentação, a gente tem que meter vários chapéus adaptando-se a várias formas de ver e entender o mundo.

É claro que me preparei para o encontro que iria ter com o Director Financeiro, assim como me preparo para as minhas apresentações.

Embora não estivesse previsto a participação do técnico de informática na reunião tive que adaptar na hora a minha estratégia de comunicação para poder responder adequadamente, assim como pode acontecer numa apresentação aonde podem surgir perguntas ou pontos de vistas inesperados.

Conclusão:

Devo ter usado bem os meus chapéus na Ilha do Sal pois hoje o técnico de informática me chamou a mando do Director Financeiro a contratar uma das soluções propostas.

Para o técnico era importante tranquilizá-lo que não iria ter nenhum trabalho extra e que garantíamos fazer tudo aquilo que precisavam (chapéu técnico). Para o Director Financeiro interessava-lhe ver aonde poupava mais (chapéu financeiro).

Somente vendo e ouvindo com atenção as pessoas poderás perceber que chapéu deverás usar para poderes responder às suas preocupações.

Aquele abraço,
Nuno

PS: prepara o teu chapéu de final de semana que está quase

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ABC das apresentações

Grandes comunicadores restringem-se sempre ao básico nas suas apresentações:

A- Conhecer a plateia;

B- Importar de verdade com o que estão a apresentar;

C- Contar histórias.

A- 5 anos atrás assisti uma apresentação de um economista no antigo ISE (Instituto Superior de Educação) sobre as oportunidades que a China nos traz.

A apresentação durou cerca de 1h15 minutos e 95% da plateia não percebeu patavina do que ele disse.

Ele, simplesmente, assumiu que tinha uma plateia de economistas e ia e vinha com termos técnicos como o índice de Gini, e outros que nem me lembro.

Na verdade na sala para além dele se haviam mais de 2 economistas era ter muitos.

Grandes comunicadores não cometem estes erros, 1º procuram informar-se de quem será a plateia e preparam uma comunicação de acordo com as expectativas da plateia em termos de conhecimentos prévios sobre o tema, suas preaucupações e esperanças.

Exemplo: toda a gente tem um telemóvel (ao menos a maioria das pessoas em Cabo Verde) mas nínguem a não ser uns poucos gatos como os engenheiros de telecomunicações/informática estão interessados em saber como funciona tecnicamente a promoção que me permite de falar grátis entre as 9h da noite até às 7h da manhã.

O que o grande público quer saber e lhe interessa é que fala de graça entre às 9h da noite e às 7h da manhã.

Se aparecesse uma operadora a fazer uma publicidade a mostrar como é que o sinal é processado a partir do telemóvel do cliente até a antena e desta até a central telefónica
passando pelos softwares e hardwares dos servidores iria era “vender nada”.

No mesmo sentido, podes estar a falar de economia, robótica ou raio que o parta, mas tens de contextualizar com a tua plateia e saber comunicar de forma que ela entenda.

B – É fácil de notar quando alguém fala de algo que não lhe importa. Normalmente tem um tom monotóno e pouco convincente parecendo que está a cumprir alguma penitência.

Por outro lado quando alguém mostra-se entusiasmado pelo seu tema, e tem um calor no seu falar mover e exprimir a plateia sente que ele se importa e dá-lhe atenção mesmo se não estiver de acordo com o seu ponto de vista.

Uma vez, e já referenciei nesta newsletter isso numa apresentação em Brasília, um catedrático que foi um dos apresentadores do Workshop chegou após a minha apresentação e disse-me:”o Sr. leva mesmo jeito para isso, só lhe faltava estar a clamar Aleluia”.

Era ver a postura deste Professor galoardadíssimo e uma das principais “estrelas” convidadas do Workshop a quem nínguem se dirigia para baixo de “Senhor Doutor Professor fulano de tal” vir cumprimentar um simples “jovem africano” pela sua paixão no apresentar.

Já o disse e repito: podes ter péssimos slides Powerpoints, podes ter uma dicção péssima mas se te importares com o que estiveres apresentando e deixares sair para fora vais ter sucesso na tua apresentação.

Por isso, mesmo se houver oportunidade de “dares um style” com um convite de apresentares um tema que não te entusiasma e não te importa a melhor opção é rejeitar, pois a plateia vai compreender que não te interessa e vai desinteressar-se e ficarás a perder em termos de reputação futura.

C- Conta histórias.

As histórias são meios poderosissímos de comunicar. Quanto mais pessoal a história for mais interesse despertará na plateia.

Procura na tua experiência e vivência pessoal histórias para contar que de certeza irão resultar. Usa histórias como inicio e como fio condutor da tua apresentação.

Uma vez fiz uma apresentação na Cidade da Praia cujo o tema era “inclusão digital”. Comecei contando uma experiência que como criança na Cidade da Praia em 1982 vivi:

” vi a copa do mundo de 1982 numa TV colorida, pois o meu pai após alguns meses da sua vinda da França, trouxe uma TV Philips colorida. Na época não havia muitas TVs em Cabo Verde e menos ainda coloridas.

Nesses anos na Cidade da Praia, as pessoas ajuntavam-se na hora da novela na casa dos vizinhos para verem a TV. Lembro-me da telenovela “CABOCLA” – e cantei alí mesmo o refrão “Cabocla seu olhar tá me dizendo que você tá me querendo – com sorrisos e risos da plateia”

E a história continuou …

A minha intenção era fazer uma fotografia que demonstra-se um percurso tecnológico da nossa sociedade em que em 1982 somente poucas pessoas tinham uma TV em casa, hoje temos muitas casas 2 televisores.

A minha tese era e continua a ser que o telemóvel é a ferramenta por excelência de inclusão digital, pois peixeiras, rabidantes, empregadas domésticas até Ministros e PR têm um
e com o telemóvel podemos chamar, navegar na internet, ouvir rádio, música e até ver TV.

Conclusão: o ABC dos grandes comunicadores é simples

A- Conhecer quem é a tua plateia.

B- Sentir entusiasmo pelo tema da tua apresentação.

C- Contar histórias.

Bom weekend,
Nuno

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Olivia

Sejam bem-vindos.

Hoje vamos ver como preparar uma apresentação tendo como base a abordagem proposta pela Olivia Mitchell (http://www.speakingaboutpresenting.com/).

Passo 1- Molda a tua mensagem chave

Existem dois tipos de mensagens chaves:

Mensagem Chave Informativa

Se queres informar a tua plateia a tua mensagem chave será o ponto mais importante que quererás que a plateia se recorde.

Mensagem chave persuasiva

Se queres persuadir ou convencer a tua plateia então a tua mensagem chava será a acção que quererás que a plateia adopte.

Exprime a tua mensagem chave numa frase sucinta e clara. Tendo definido e dito a tua mensagem chave tudo o que seguirá na tua apresentação vai servir para sustentá-la.

Exemplo de mensagem chave: “Dê 1.000$00 para o Jardim de Fonton!”

Passo 2 – Identifica as questões da plateia

Quais as três questões mais importantes a plateia fará a si mesma uma vez que tenhas dito a tua mensagem chave?

Imagina um diálogo com a tua plateia quando ela ouvir a tua mensagem chave. Que questões poderão estar a passar pelas suas cabeças (a seguir exemplo de questões):

– Porquê deveria fazer isso?

– Ok, parece uma boa ideia, mas porquê o Jardim de Fonton?

– Estou convencido, como é que posso fazer isso?

As três questões identificadas irão formar a estrutura (o corpo) da tua apresentação.

————————- ——————————— ——————————

porquê deveria fazer… –>> Ok, Parece uma boa ideia… –>> Estou convencido, como ….

————————- ——————————— —————————-

Se não tiveres a certeza do que a plateia se perguntará, então pergunta a alguém representativo da plateia quais as principais questões a plateia gostaria de ver respondida.

Passo 3 – Responde às questões identificadas

Para cada uma das questões escreve numa frase uma resposta clara e sucinta. Podes sentir-te tentado a escrever as respostas em pontinhos, mas resiste a essa tentação e tenta “destilar” a tua resposta numa frase completa. Deste modo és obrigado a pensar e reflectir com cuidado na resposta.

Exemplo no nosso caso da questão 1 “Porquê deveria fazer isso?” a resposta podia ser “As crianças que frequentam o jardim têm mais probabilidades de escaparem da pobreza.”

No que toca a questão 2 “Ok, parece uma boa ideia, mas porquê o Jardim de Fonton?” a resposta podia ser “porque Fonton é a zona mais pobre e problemática da Cidade da Praia”

E assim por diante.

Passo 4 – Sustenta cada uma das respostas

Cada uma das respostas deverão a seguir ser sustentadas ou explicadas mais a fundo.

Eis 2 tipos de provas:

– Exemplo ou história
Está é a forma mais fácil de provar, pois um exemplo permite à tua plateia a ver e entender do que estás a falar. Uma história evoca emoções e contribui para fazer o teu ponto memorável.

” Joãzinho tinha 11 irmãos, mas ele foi o único que frequentou o jardim. Todos os outros irmãos ainda na idade adolescente entraram no mundo das drogas e prostituição tendo 3 desses irmãos perdido a vida em tiroteios de gangs com menos de 15 anos.”

– Estatísticas
Uso apropriado de estatísticas podem ajudar-te a provar as tuas respostas.

” Estudos mostram que somente os 2% das crianças que frequentam o jardim não conseguem chegar ao Liceu.”

Passo 5 – Prepara o começo

Agora que já sabes o que irás tratar no corpo da tua apresentação, trabalha agora como vais começar.

O início deve ser curto.

Imagina que estás a ter uma conversa com uma pessoa. Eis o que ela poderá estar a pensar antes que entres no corpo da tua apresentação:

– Sobre o quê é que vais falar?
– Porquê isso teria interesse para mim?
– Porquê tu em particular vais falar sobre isso?

Assim na nossa apresentação de exemplo o início seria mais ou menos assim:

” Hoje vou falar-vos de um Jardim na zona de Fonton.

A razão porque estou a falar-vos desse Jardim é porque com a vossa ajuda podem contribuir para salvar um jovem numa das zonas mais pobres e violentas da Cidade da Praia.

Estou ajudando esse jardim hà 3 anos e acredito piamente que o Jardim salva vidas das crianças de Fonton. ”

No final desta apresentação eis o que quero que vocês façam (segue a mensagem chave): “Dêem 1.000$00 para o Jardim de Fonton!”

Sigam abrindo nas mentes das pessoas espaços com as suas questões mais importantes (Passo 2) e dá as respostas sustentadas com explicações, exemplos …. (passos 3 e 4).

Só depois de estruturares a tua apresentação é que deves ir ao Powerpoint procurar de fazer slides powerpoint (de preferência com imagens e fotos) para associar aos teus pontos chaves.

Aquele abraço,

Nuno

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O Cavaleiro e o Dragão


As história medievais Inglesas contam sempre de um cavaleiro (the knight) que trava batalhas com o Dragão (the dragon) simbolizando a luta ente o bem e o mal.

Estas histórias também servem de base a várias peças teatrais e filmes aonde as figuras do cavaleiro e o dragão são representadas pelo herói e o vilão.

As apresentações que têm como objectivo persuadir ou convencer podem seguir este esquema em que o dragão será o “Problema” e o cavaleiro a “Solução”.

Para que esse esquema seja bem sucedido o apresentador deverá começar a introduzir primeiro o vilão partindo de uma ideia geral do problema com a intenção de “criar espaço” na mente da plateia para o problema.

O que queremos dizer com “criar espaço” para o problema?

A plateia poderá não estar completamente consciente dos problemas e das suas implicações,assim, o apresentador deverá consciencializar a plateia do problema e do porquê ela deverá interessar-se.

Só depois de introduzir “o vilão” é que o apresentador deverá passar a fase seguite de apresentar a solução.

Muitas vezes em apresentações de projectos, serviços/produtos em que o apresentador quer persuadir a plateia a apoiar ou a comprar, ele comete o erro de partir logo para a descrição do projecto ou serviço/produto sem antes preparar a mente da plateia.

Exemplo: Esta semana lançamos um novo produto se estivesse a fazer uma apresentação para persuadir as pessoas a comprarem o produto iria primeiro formular o problema que o produto vai resolver e só depois apresentá-lo com solução.

Então seria algo do género:

Início – Vocês sabem que uma vez para chamar para algum familiar ou amigo tínhamos que pedir a uma operadora para ela efectuar a ligação? Incrível como evoluiu o telefone, hoje qualquer um pode simplesmente discar no teclado do seu telefone para fazer uma ligação.

Alguém ainda se lembra de quando para levantar o nosso dinheiro tínhamos que ir ao Banco e pedir à caixa a quantia que queremos? Hoje qualquer um pode ir numa caixa ATM e levantar o seu dinheiro.

Será possível qualquer um fazer o seu website? Sim é possível!

Mas porquê alguém quereria fazer o seu web site?

Formular o problema – Muitas empresas em Cabo Verde não têm site porque são dependentes de técnicos ou empresas que nem sempre cumprem com os prazos ou não estão com disponibilidade.

Por outro lado as empresas com website sentem-se “amarradas” aos técnicos que pedem balúrdios por simples actualizações como uma nova promoção ou evento que queiram introduzir.

Outras empresas acreditam que o preço do website é exagerado por isso não estão com dinheiro para disponibilizar o montante de uma vez.

A Solução – Com o www.nhasite.net a partir de uma ferramenta simples qualquer um sem conhecimentos técnicos pode criar ou actualizar o seu website.

E mais, podem pagar pelo seu website em mensalidades confortáveis.

Conclusão: Se precisas fazer uma apresentação para persuadir podes seguir o esquema:

Problema+ Solução = Persuasão, em que primeiro deverás introduzir o problema e fazer compreender à plateia do porquê deverá se interessar e só depois entrar nos detalhes da solução que vais apresentar.

Aquele abraço de uma boa semana,
Nuno

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A empregada da Lena D. Celina

Tiger Woods

Quando Tiger Woods entrou no circuito profissional do golf foi um Deus nos acuda. Tiger estava num nível muito superior dos golfistas da época e arrancava victórias e recordes em todo o lado.

Há quem tenha pensado que o golf podia acabar por falta de competição. No entanto, depois de cerca de 3 anos brilhantes Tiger começou a ser recuperado pelos outros golfistas.

O que aconteceu?

Quando Tiger entrou no circuito ele elevou o golf a um nível nunca visto. A presença dele “catapultou” a modalidade e obrigou os outros a subirem também de nível até começarem a batê-lo.

Foi isso que aconteceu.

O mesmo se aplica às apresentações. Se queremos elevar o nível temos que ver em acção os melhores (the best).

Enquanto vermos e ouvirmos apresentações STANDARDs, com powerpoints cheios de textos e pontinhos e apresentadores que não fazem outra coisa que não ler os slides powerpoint vai ser difícil dar o salto de qualidade.

Eis alguns recursos fantásticos para elevar o teu nível de apresentações:

1. Ted Talks (http://www.ted.com) – vídeos de pessoas de todo o mundo que tem algo a dizer em vários temas (desenvolvimento pessoal, educação, saúde, negócios …). Aquí encontras apresentadores de classe mundial.

2. Retórica Americana (http://www.americanrhetoric.com/top100speechesall.html) – são 100 dos melhores discursos da retórica dos Estados Unidos. Aí encontram-se vídeos e áudios de Martin Luther King, Kennedy …

Podes fazer download dos aúdios e ir escutando por exemplo enquanto fazes caminhadas ou jogging.

Aquele abraço de um feliz carnaval,
Nuno

PS: corre o boato que a Lena da D. Celina tinha uma empregada feiosa que de tanto conviver com a bonitona da Lena viu “elevar-se” a sua beleza, daí o titulo do post

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O Sino do Nhu Manitu Bomba

10 minutos de atenção
Quem estudou no Liceu Domingos Ramos nos anos 80-90 de certeza que se lembra de um contínuo que tinha apenas um olho e que era a paródia da rapaziada: “Nhu Manitu Bomba“.

Nhu Manitu Bomba fazia as vezes também de guardião do Liceu assim como era o tocador de sino que assinalava o final das aulas. Nhu Manitu tinha um arco de ferro de uma jante de uma roda de automóvel e um tubo de ferro que batia na jante para assinalar o final das aulas (ou o início do recreio).

Logo a seguir ao toque do sino, era uma correria nos corredores do Liceu todos com uma cara alegre e de alívio por ter terminado o tempo.

Se acontecia que alguma turma ficasse para além da hora por causa do atraso de determinados professores em terminar a matéria nos 50 minutos convencionados para a aula, era patente o ar de desinteressados nos alunos que com olhares furtivos na direcção da porta esperavam a sua oportunidade de “escapar”.

A vontade de escapar para o recreio não era uma prerrogativa do nosso Liceu, é algo que acontecia em todas as escolas e por incrível que pareça ainda acontece (mesmo nas Universidades, e no estrangeiro também).

Isso porque, o ser humano tem uma capacidade limitada em prestar atenção e os professores estão mais formatados em “dar a matéria” do que despertar interesse e a atenção dos alunos.

Nós seres humanos temos uma capacidade limitada em prestar atenção. A experiência de apresentadores profissionais e artistas do tipo “one man show”, dizem que de somente 10 minutos. Se repararem os comediantes podem contar histórias durante 1 hora, mas existe sempre um “break” a cada 10 minutos.

Assim, para manter a atenção da plateia o apresentador deve tentar formatar a sua apresentação em blocos de 10 minutos, com um “break” emocionalmente relevante ( fazer algo que provoque emoções na plateia).

Os 10 minutos porque a atenção da plateia têm tendência a diminuir nesse intervalo pois recordem-se ela está passiva sentada a ver a apresentação. Para recuperar a atenção após os 10 minutos o apresentador deve tentar estimular as emoções da plateia de algum modo: contando um facto que cria drama, que meta medo, um episódio divertido (sem exageros no divertimento para não perderem o respeito pela apresentação), fazendo um gesto ou deslocando de um lado para outro na sala, etc

Verão que o nível de atenção da plateia vai melhorar, mas não exagerem também no número dos blocos.

Qualquer apresentação que ultrapasse os 35-40 minutos é candidato a “cansar” a plateia.

Às vezes os apresentadores pensam que na apresentação devem tentar dizer tudo. Se te passar este pensamento pela cabeça recorda-te do provérbio: “quem tudo quer …”.

A tua apresentação não é para dizer tudo, é para estimular a atenção da plateia em relação a um determinado tema (para informar ou persuadir).

Se existem outras informações que aches pertinentes podes preparar um documento a entregar à plateia para ela ir aprofundar, mas não tentes dizer tudo pois depois de 40 minutos a plateia começa a sentir o sino do “Nhu Manitu Bomba” directamente do Céu, que Deus o tenha.

Aquele abraço,
Nuno

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