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Archive for actividades comunicação

Fidjo fora

Ainda no outro dia enquanto fazia uma caminhada no calçadão da Praia, encontrei-me com a Vera, uma ex-aluna minha na Licenciatura TIC há mais de 5 anos.

Vera é uma mulher pequenina e simpática que frequentava o curso nocturno.

Ao encontrar-se comigo cumprimentou-me dizendo “teacher” como é que estás e eu retribuí o cumprimento e trocamos algumas palavras sobre como ia a família de ambos e as actividades.

Antes de nos despedirmos fez questão de me dizer que andava a frequentar aulas de Inglês e que todas as vezes se recordava da história do “fidjo fora” que tinha contado à turma.

A história de “fidjo fora” dizia assim:

” Era uma vez um senhor que fruto das suas escapadelas extra-matrimoniais teve um filho (fidjo fora no crioulo de Cabo Verde).

O senhor nunca assumiu o seu filho, e os anos passaram na maior tranquilidade com a sua família nuclear de onde teve uma filha.

Chegada na adolescência a filha começou a namorar, primeiro às escondidas e depois sob a pressão familiar viu-se obrigada a apresentar o já então noivo em casa.

Qual não foi o espanto do pai quando reconheceu “no noivo” o filho nunca assumido.

Então ele atrapalhou-se de tal forma e viu o seu mundo a desabar no momento. Tudo por causa da sua relutância no passado em assumir o seu “fidjo fora”. ”

Aí eu terminava a história assim:

“Não deixem o Inglês ser o vosso “fidjo fora”, pois nunca sabem quando pode aparecer nas vossas vidas.”

Nem têm ideia de quantos ex-alunos meus me encontram após quantos anos (5 anos) a relembrar-me dessa pequena história.

A minha intenção era despertar-lhes para a necessidade de conhecer a língua inglesa não só para a Licenciatura TIC, mas para as suas vidas profissionais nos dias que correm.

Poderia ter sido muito abstracto dizendo-lhes que primeiro o conhecimento é produzido em Inglês (nas áreas TIC quase sempre, nas outras áreas também) e que se estudassem em Inglês tinham a chance de saber as coisas 3 anos antes de serem traduzidas em Português, mas preferi contar uma história concreta e inesperada.

Tenho a certeza, que daquí a 20 anos se Deus me der vida ao encontrar-me com esses alunos ainda se lembrariam dessa história.

E vocês, lembram-se do que se falou na apresentação de 5 dias atrás? E aquela de 50 dias atrás, alguma coisa?

Quando fizerem as vossas apresentações contem histórias. Sejam concretos e se possível surpreendam que de certeza irá ter um impacto duradouro nas vidas das pessoas.

Aquele abraço,

Nuno

PS: ainda no mês passado, no jantar anual que o Lions Clube da Praia realiza várias pessoas me cumprimentavam e diziam quanto foi bonita a história que contei há 3 anos atrás.

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Nenhum Plano Resiste o Contacto Com o Inimigo

Na famosa academia militar dos Estados Unidos – West Point – eles dão uma grande importância à liderança. West Point mudou a sua visão de liderança adotando um conceito novo a que chamou de “Commander Intent”.

Antes do “Commander Intent” o Chefe de Estado Maior recebia uma ordem detalhada do Presidente dos Estados Unidos, que depois era comunicado ao longo da hierarquia militar (brigada, batalhão, etc), mas o problema é que a Ordem era muito detalhada e muitas vezes como se costuma dizer nenhum plano resiste o contacto com o inimigo o plano ia muitas vezes por água abaixo.

Para ultrapassar isso, os americanos adoptaram o conceito de “Commander Intent” que está a significar “a intenção do comando”. Em vez de fazer-se um plano detalhado desde o nível do Presidente, este emite “a sua intenção” que depois é “traduzida” pelas várias hierarquias adaptando-se ao contacto com o inimigo e outros imprevistos desde que se trabalhe para satisfazer “a intenção”.

Usando a metáfora militar no nível empresarial e institucional deparamos muitas vezes com produtos/serviços e projectos vários que morrem na planificação e nunca saem do papel ou se saírem estão mortos antes de entrarem no mercado.

Isso porque ainda no nível empresarial/institucional falhamos a comunicar “a intenção” antes de reunir os detalhes em planos.

Exemplo, uma empresa organiza a sua equipa comercial, técnica e logística para apresentar um novo projecto de produto/serviço e parte “a priori” a detalhar o produto/serviço sem contextualizar com firmeza “a intenção” (isto é o porquê se quer ou pensou-se em arrancar com projecto).

Fazendo assim, cada área mete o foco nos detalhes que lhe dizem respeito e aí começam “os problemas” pois tenta-se seguir os detalhes sem ver formas de adaptá-lo quando se verifica que este deve ser mudado.

Mas, se todos estivermos sintonizados “na intenção” então independentemente do nível aonde actuamos (área técnica, comercial ou logística) saberemos como adaptar o plano no caso de problemas desde que não perdíamos o foco “na intenção” inicial.

Com a aproximação do final de semana convido-vos a seguirem a clara “intenção de divertimento e relax” independentemente dos detalhes que o vosso plano possa adoptar (ir à praia de mar,cozinhar uma feijoada em família ou dar um passeio fora …).

Aquele abraço,
nuno

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6W

Faz alguns anos (à volta de 5) que decidi que iria ser um Arquitecto de Informação. Para quem não sabe, o Arquitecto de Informação é uma das profissões mais bem pagas neste mundo e é o profissional que “desenha a informação”.

A crise financeira mundial é muito culpa desses profissionais que magistralmente “desenharam” bolhas financeiras (apresentações de informações) que levaram ao colapso financeiro de vários países.

Somente uma parantese para vos dizer que não sou um dos mais bem pagos do mundo e nunca desenhei nenhuma bolha financeira, mas estudei muito e sigo com interesse a representação visual dos dados.

Para quê nos serve o pensamento visual (Visual Thinking)?

Para ajudar-nos a compreender problemas correntes que são cada vez mais complexos que com a representação textual (tipo listinha com setas) não é suficiente.

O ser humano é um ser visual, gosta de ver, e o nosso sistema interpretativo do mundo segue uma metodologia com base nas nossas percepções visuais.

Imagina que vais entrar numa sala para fazer uma apresentação, como irá se comportar o teu sistema interpretativo do ambiente?

1º – Procuras quem e o quê estão na sala

O nosso primeiro impulso é procurar quem conhecemos ou não e o que podemos reconhecer
(mesas, cadeiras..).

2º – Contas

O impulso seguinte é de contar as pessoas e as coisas que vemos na sala.

3º – Aonde estão

O passo seguinte é estabelecer aonde estão as pessoas/objectos. Discernimos aquelas que estão no fundo, ao meio, à direita …

4º – Quando

De seguida notamos quem reparou quando entramos, que gestos alguém fez após um cumprimento, isto é, o que aconteceu primeiro, depois e depois ….

5º – Como

Passamos a notar como as pessoas repararam ou fizeram gestos nos cumprimentos.

6º – Porquê

Procuramos os porquês as coisas são assim ou porquê costumam passar-se dessa forma.

Tudo isso (os 6 passos) ocorrem automaticamente e rapidamente a partir do nosso sistema visual que de momento que metemos olho numa sala através de uma lógica fisíca/mental complexa executa em ordem esses 6 passos.

Esses 6 passos constituem as 6 dimensões aonde trabalha o Arquitecto da Informação.

Mas, para quê nos serve saber isso?

Bom, porque qualquer problema pode ser analisado e conhecido a partir dessas 6 dimensões. Por incrível que pareça analisando essas 6 dimensões podemos ter uma ideia mais clara de qualquer problema não interessa o quanto complexo possa ser.

Essas 6 dimensões são também chamadas de 6W (Who/What, How Much, Where, When, How, Why).

” Se tivesse 60 minutos para resolver um problema, passaria os primeiros 55 minutos, tentando
compreendê-lo e os restantes 5 minutos procurando a solução”

Albert Einstein

Assim, quando estiveres com qualquer problema para resolver (em prática todos os dias), procura examiná-lo nessas 6 dimensões seguintes procurando compreendê-lo mais a fundo:

1. Quem/o quê?

– Quem são os jogadores (entendido como as partes interessadas)?
– O que faz um quadrado tornar-se num triângulo ( entendido como o que faz algo tornar-se noutra)?
– Quem manda realmente aquí (entendido no sistema em análise)?

2. Quantos?

– Temos (dinheiro, tempo, espaço, liberdade, pessoas) suficientes?
– Quanto custa ir de cá para lá?
– Quantos temos (entendido como pessoas ou coisas)?

3. Aonde?

– Aonde queremos estar?
– Aonde estamos?
– Aonde as peças se juntam?

4. Quando?

– O que acontece primeiro, segundo e terceiro
– Quando temos que ter as coisas prontas?
– Quando determinadas coisas acontecem?

5. Como?

– Como é que isso aconteceu?
– O que vai acontecer com X se mudarmos Y?
– Como é que podemos fazer tudo isso funcionar?

6. Porquê?

– Porquê isso acontece sempre?
– Porquê estamos sempre a obter este resultado?
– Porquê estamos a fazer as coisas desta forma?

Analisando nessas 6 dimensões irão dar-te uma visão mais profunda do problema.

Um desses dias, partilharei uma ferramenta para alargar essa visão (visão alargada do problema que completa a visão aprofundada dos 6W).

Aquele abraço,
Nuno

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Houston, Houston we have a problem

meter um homem na lua

Bom dia! Bom dia!

Pergunta: Qual é a visão?
Resposta: “Houston, Houston we have a problem”.

Hoje, vamos ver um pouco a diferença entre a visão, entendida como uma projecção de um desígnio ou vontade e a execução da mesma, isto é, como vamos conseguir alcançar a nossa visão.

Num frase famosa o antigo presidente dos EUA, John Kennedy exprimiu a visão do programa espacial dos norte americanos nos anos sessenta assim:

levar um homem para a lua e trazê-lo de volta dentro de 10 anos “.

Quando John Kennedy disse isso os EUA estavam reagindo ao facto dos seus “inimigos” -os soviéticos – terem apenas lançado um homem no espaço antes deles (isso no contexto da guerra fria que existia na altura e nenhum queria ser segundo em nada).

Mas, para alcançar essa visão, a NASA, o organismo espacial norte americano tinha de fazer um plano de acção. Parte deste plano de certeza continha itens como:

– Construir um novo tipo de combustível que consiga fazer percorrer o foguetão a distância terra-lua ida e volta.

– Construir um foguetão capaz de aguentar a pressão para sair e entrar na órbita da terra.

– Treinar astronautas para o efeito , etc etc

Tudo isso constitui a execução da visão que eles tinham.

Muitas vezes, nos nossos projectos, falhamos pois não dedicamos esforço na elaboração da visão e confundimo-la com a sua execução.

Então, bastas vezes, em planos estratégicos “essa visão” é elaborada como uma série de acções que muitas vezes não conseguem ser “digeridas” por todos, nem mesmo pelos experts que deveriam ser o actores principais nessa execução.

Daí os falhanços, pois não existe uma visão clara condividida e percebida por todos.

No entanto, é importante, sobretudo em grandes projectos que todos percebam aonde se quer ir, como forma de garantir engajamento de todos e que as pessoas percebam quando estejam a executar tarefas para que fim irão servir.

Mas como se deve elaborar uma visão?

A visão deverá ser simples (de fácil compreensão), concreta, inspiradora e inesperada.

Vejamos a frase de Kennedy:

” levar um homem para a lua e trazê-lo de volta dentro de 10 anos “.

Esta frase é simples, concreta pois em vez de usar frases ocas como por exemplo “Promover a inovação espacial” ou ” Desenvolver as competências dos stackholders”, ele usa algo de muito concreto – levar um homem para a lua – seja o homem, seja a lua, são coisas concretas que qualquer um pode “mastigar”.

A visão é inspiradora e desafiante pois até aquela época nínguem tinha sonhado sequer meter um homem na lua e também inesperada seja na sua forma seja no seu desígnio.

Investir na “visão” do teu projecto é fundamental, e essa visão poderá não ter ainda um plano de acção concreto de como irás lá chegar. O que quero dizer é que não é importante veres tudo aquilo que precisas fazer para conseguir alcançar a tua visão agora, mas se ela for forte verás
que como por magia começarão a aparecer as formas para a concretizar (o plano de acção).

Foi assim que aconteceu com JFK. Sem a elaboração daquela visão hoje não teríamos aqueles filmes da NASA com o astronauta no espaço chamando “Houston, Houston we have a problem”.

Aquele abraço,
Nuno

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O Assessor e o Ministro

Trabalho de equipa

As empresas e instituições aonde trabalhamos não são lugares tão somente de produção e integração de bens e serviços que produzem, mas também lugares de construção da própria identidade, de integração social, e de crescimento pessoal, cultural e profissional.

Hoje em dia o trabalho nos pede um engajamento maior e um leque de competências não só ligadas à dimensão técnico-profissional mas sobretudo dependentes de aspectos ligados à nossa própria personalidade e identidade.

A “comunicação” entra como uma das competências fundamentais de qualquer pessoa e somente com “Apresentações Powerpoint” dificilmente garantimos o nosso SUCESSO (pessoal e profissional).

Dito isto queria começar a partilhar na nossa newsletter algumas actividades de comunicação que podem ajudar a passar as vossas ideias sempre no sentido de que a comunicação engloba “a interacção” de vários interlucutores (mais nós do que eu).

O CONSULTOR- CLIENTE

Objectivo
O Consultor-Cliente é uma actividade centrada na importância da comunicação no trabalho de grupo. O objectivo é o de engajar todos na partilha e solução de um problema através de uma sequência de trocas de comunicação.

A partilha de responsabilidade, o empenhamento colectivo e cooperativo, a concentração no objectivo, a criação de um clima positivo e produtivo, a vontade de melhorar e superar-se, o suporto recíproco, o reforço recíproco, são todos temas que caracterizam esta actividade.

A actividade pode ser feita num grupo já existente (pessoas da mesmo departamento), mas também funciona bem com um grupo em formação (um projecto que envolva vários departamentos por exemplo) que tenham alguns problemas específicos e concretos a resolver.

Preparação
A actividade não requer nenhum material somente espaço suficiente para 10 ou 12 pessoas, cinco ou seis sentados (os clientes) num círculo pequeno, e outros cinco ou seis (os consultores) que estão em pé atrás. No final para cada pessoa sentada tem que haver uma pessoa em pé atrás.

Tempo: 50 minutos
Participantes: de 10 a 24 (se forem mais do que 12 façam 2 grupos separados)

Instrução de condução

Reunam o grupo e comuniquem o tema da discussão, ou o problema que devem resolver. Sublinhem a necessidade que no final da reunião o grupo deve produzir um conjunto de soluções e decisões coerentes e concretas.

Dêem início à discussão. Nesta fase somente aqueles que estiverem sentados podem falar (10 minutos). Os consultores ficam com atenção e seguem o desenrolar da discussão.

Depois de 10 minutos interrompam a discussão e peçam a cada dupla cliente-consultor de sairem do círculo e irem discutir a sós entre si (3 minutos).

O papel do consultor é o de aconselhar o seu cliente de modo que este produza comentários e ideias que ajudem na discussão, seja em relação ao problema em concreto a ser tratado seja em relação ao modo de comunicar.

Sublinhem o facto que o consultor deve ajudar o seu cliente a ser mais corajoso, criativo e incisivo na discussão de modo a que o grupo consiga chegar à melhor solução possível.

Depois desta pequena reunião Consultor-Cliente, peçam ao grupo que se sente outra vez em círculo e discuta por outros 10 minutos. No final desses segundos 10 minutos façam um resumo do que foi discutido em modo conciso e escrevam-no numa folha de papel.

Terminada esta segunda discussão colectiva, peçam aos actores de trocarem de lugar improvisadamente: os consultores sentam-se nas cadeiras e os que eram clientes passam a fazer as partes do consultor.

Nesta nova configuração, repete-se o que se fez no “primeiro tempo”, os clientes discutem durante 10 minutos, depois fazem uma pausa com os seus consultores e regressam para mais 10 minutos. Metam numa folha também os resultados desta última discussão.

Depois disso façam em grupo os comentários finais.

SUCESSOS nas vossas comunicações

NOTA: não deixem ultrapassar os 50 minutos senão fica muito pesado. É importante que todo os participantes do grupo estejam a par de qual problema vão resolver antes de começar a actividade.

PS: podem chamar a actividade também “O Assessor e o Ministro” já usei em algumas ocasiões e as pessoas gostaram desse nome

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