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ABC das apresentações

Grandes comunicadores restringem-se sempre ao básico nas suas apresentações:

A- Conhecer a plateia;

B- Importar de verdade com o que estão a apresentar;

C- Contar histórias.

A- 5 anos atrás assisti uma apresentação de um economista no antigo ISE (Instituto Superior de Educação) sobre as oportunidades que a China nos traz.

A apresentação durou cerca de 1h15 minutos e 95% da plateia não percebeu patavina do que ele disse.

Ele, simplesmente, assumiu que tinha uma plateia de economistas e ia e vinha com termos técnicos como o índice de Gini, e outros que nem me lembro.

Na verdade na sala para além dele se haviam mais de 2 economistas era ter muitos.

Grandes comunicadores não cometem estes erros, 1º procuram informar-se de quem será a plateia e preparam uma comunicação de acordo com as expectativas da plateia em termos de conhecimentos prévios sobre o tema, suas preaucupações e esperanças.

Exemplo: toda a gente tem um telemóvel (ao menos a maioria das pessoas em Cabo Verde) mas nínguem a não ser uns poucos gatos como os engenheiros de telecomunicações/informática estão interessados em saber como funciona tecnicamente a promoção que me permite de falar grátis entre as 9h da noite até às 7h da manhã.

O que o grande público quer saber e lhe interessa é que fala de graça entre às 9h da noite e às 7h da manhã.

Se aparecesse uma operadora a fazer uma publicidade a mostrar como é que o sinal é processado a partir do telemóvel do cliente até a antena e desta até a central telefónica
passando pelos softwares e hardwares dos servidores iria era “vender nada”.

No mesmo sentido, podes estar a falar de economia, robótica ou raio que o parta, mas tens de contextualizar com a tua plateia e saber comunicar de forma que ela entenda.

B – É fácil de notar quando alguém fala de algo que não lhe importa. Normalmente tem um tom monotóno e pouco convincente parecendo que está a cumprir alguma penitência.

Por outro lado quando alguém mostra-se entusiasmado pelo seu tema, e tem um calor no seu falar mover e exprimir a plateia sente que ele se importa e dá-lhe atenção mesmo se não estiver de acordo com o seu ponto de vista.

Uma vez, e já referenciei nesta newsletter isso numa apresentação em Brasília, um catedrático que foi um dos apresentadores do Workshop chegou após a minha apresentação e disse-me:”o Sr. leva mesmo jeito para isso, só lhe faltava estar a clamar Aleluia”.

Era ver a postura deste Professor galoardadíssimo e uma das principais “estrelas” convidadas do Workshop a quem nínguem se dirigia para baixo de “Senhor Doutor Professor fulano de tal” vir cumprimentar um simples “jovem africano” pela sua paixão no apresentar.

Já o disse e repito: podes ter péssimos slides Powerpoints, podes ter uma dicção péssima mas se te importares com o que estiveres apresentando e deixares sair para fora vais ter sucesso na tua apresentação.

Por isso, mesmo se houver oportunidade de “dares um style” com um convite de apresentares um tema que não te entusiasma e não te importa a melhor opção é rejeitar, pois a plateia vai compreender que não te interessa e vai desinteressar-se e ficarás a perder em termos de reputação futura.

C- Conta histórias.

As histórias são meios poderosissímos de comunicar. Quanto mais pessoal a história for mais interesse despertará na plateia.

Procura na tua experiência e vivência pessoal histórias para contar que de certeza irão resultar. Usa histórias como inicio e como fio condutor da tua apresentação.

Uma vez fiz uma apresentação na Cidade da Praia cujo o tema era “inclusão digital”. Comecei contando uma experiência que como criança na Cidade da Praia em 1982 vivi:

” vi a copa do mundo de 1982 numa TV colorida, pois o meu pai após alguns meses da sua vinda da França, trouxe uma TV Philips colorida. Na época não havia muitas TVs em Cabo Verde e menos ainda coloridas.

Nesses anos na Cidade da Praia, as pessoas ajuntavam-se na hora da novela na casa dos vizinhos para verem a TV. Lembro-me da telenovela “CABOCLA” – e cantei alí mesmo o refrão “Cabocla seu olhar tá me dizendo que você tá me querendo – com sorrisos e risos da plateia”

E a história continuou …

A minha intenção era fazer uma fotografia que demonstra-se um percurso tecnológico da nossa sociedade em que em 1982 somente poucas pessoas tinham uma TV em casa, hoje temos muitas casas 2 televisores.

A minha tese era e continua a ser que o telemóvel é a ferramenta por excelência de inclusão digital, pois peixeiras, rabidantes, empregadas domésticas até Ministros e PR têm um
e com o telemóvel podemos chamar, navegar na internet, ouvir rádio, música e até ver TV.

Conclusão: o ABC dos grandes comunicadores é simples

A- Conhecer quem é a tua plateia.

B- Sentir entusiasmo pelo tema da tua apresentação.

C- Contar histórias.

Bom weekend,
Nuno

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