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Kal ké bô stile?

Ouvi dizer que “Os Primitive”, grupo rock Cabo-verdiano iriam fazer uma actuação ontem no “café palkus” antes da partida prevista para o Brasil representar num festival internacional de rock.

 

Pelo adiantar da hora e por faltar-me coragem e convicção para dizer (leia-se pedir) à minha mulher que gostaria de sair no meio da semana para ir ver um grupo rock não fui.

 

O meu primeiro contacto com o grupo ocorreu nesse mesmo café alguns anos atrás (senão me engano na época chamado “Café Cultura”) quando era mais “parodiento” J

 

A música deles “Kal ké bô stile?” me agradou muito, e, confesso que não saberia cantar outras do grupo.

 

A associação entre o nome “Primitive” que pode ser definido como “característica de uma fase inicial ou embrionária e desenvolvimento” (in wikipedia) e o título da música “Kal kê bô stile?” significando” qual o teu estilo?” levou-me a reflectir sobre o facto de que muitas vezes nos deixamos transportar por conformismos e padrões sociais recomendados e pré-definidos reprimindo o nosso estilo individual que normalmente se manifestou desde a nossa infância.

 

Me explico:

Quantos de nós levamos duas vidas em paralelo? A vida do trabalho ligado muitas vezes a tarefas impostas e desagradáveis sustentadas pela necessidade do dinheiro que conseguimos para poder viver a “nossa vida” fora do trabalho controlada e gerida segundo o “estilo único” que a natureza ou o universo nos deu (como seres humanos) e nos dá verdadeiramente prazer.

 

Quantas pessoas conhecem que estão anos numa profissão ou seguiram determinados estudos porque é o mais seguro ou lhes foi imposto pelos pais, consortes transcurando o que sentiam deveria ser o “seu chamamento” de vida?

 

Muitas vezes “reprimimos” aquilo que nos é particular e que cada ser humano tem (o seu estilo), pois cada um de nós é único geneticamente para tentar padronizar, enquadrar acabando por viver vidas infelizes e com arrependimentos tardios?

 

Porquê não tentar seguir o nosso estilo, aquele chamamento interior sufocado que nos permitiria exprimir todo o nosso potencial total humano? Porquê deixar de fazer ou correr atrás dos nossos sonhos mesmo se a curto prazo possam parecer que não nos dê dinheiro ou segurança?

 

Os grandes mestres da humanidade desde Leonardo da Vinci, Darwin, Ghandi … seguiram o seu estilo deixando o nosso mundo melhor. Tenho a certeza que encontraram várias oposições, muitas incertezas, baterão muito com a cabeça mas quando chegaram no final das suas vidas sentiram que tinham feito a melhor escolha.

 

Mas, ainda não é tarde demais. Se o teu sonho, o teu chamamento, é ser piloto, pintor, artista, engenheiro, empresário, cozinheiro, cientista, desportista vai nisso.

 

Como irás reconhecer o teu “stile”?

 

Algo que faças com paixão, entusiasmo, que te envolva horas e que parece que a cada minuto a mais empregado a tua energia em vez de diminuir se eleva este é o teu “stile”.

Se fizeres uma auto-análise poderás descobrir na tua infância (primitive) o momento em que algo te tocou, marcou e definiu o teu destino. Pode ter sido um objecto que tenhas visto, uma música que ouviste, um odor que tenhas sentido ou alguém que te mostrou pela primeira vez o “teu stile”.

 

Aquele abraço,

Nuno

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