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Obrigado Tio Honório

Boas Festas, Boas Festas.

Chegou o mês de Dezembro, o mês do Natal, o mês que fecha o ano de 2012 e não poderia ter começado da melhor forma.

Hoje nos Supermercados da Cidade da Praia estivemos ( Lions Clube da Praia) a recolher alimentos para a Tenda El Shaday comunidade terapêutica de recuperação dos toxicodependentes situado em Santiago de Cabo Verde.

“Bom dia sra. estamos a ajudar a Tenda El Shaday a recolher  alimentos, contribua com aquilo que puder um saco de arroz, açucar ou leite. Dõe aquilo que puder”.

Esta a minha frase de abordagem aos Praienses que passaram nesta manhã num Supermercado do Plateau.

Espectacular foi a adesão e participação somamos algumas centenas de kilos de alimentos recolhidos em toda a Cidade somente numa manhã.

O que mais me marcou?

Uma senhora rabidante do mercado da Praia que depois de doar o seu saco de arroz diz-me “obrigado”, ao que eu respondo “obrigado dizemos nós”. Mas, ela replica dizendo “obrigado digo eu pois sei o que vocês estão fazendo”.

A senhora com o seu “obrigado digo eu pois sei o que vocês estão fazendo” estava a sublinhar que aprecia muito o trabalho que a Tenda El Shaday tem feito em relação a centenas de homens e mulheres que por causa de situações de vida várias sucumbiram e sofreram com as drogas ou o alcóol,  mas que graças à Tenda El Shaday estão a recuperar as suas vidas.

Quiça ela tem algum filho, familiar ou amigo que passou pela Tenda. pode até ser que não foi esse o motivo por ela agradecer enquanto doava, mas para mim esse obrigado virou a minha motivação e entusiasmo para afinar a minha voz arreganhar o meu sorriso e pedir mais pela Tenda El Shaday.

“Obrigado Tio Honório da Tenda El Shaday pois sabemos o que estão fazendo”.

Aquele abraço e continuação de Boas Festas.

Nuno

 

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é Áá, é Bê, é Cê, é ABC

ABC participa campeonato de clubes em Marrocos 2012

Passava já das 13h15, o Sol era abrasador, o chão de cimento cada vez mais escorregadio mas o treino da equipa de basket do ABC estava no seu ponto alto apesar de estar apenas a 15 minutos do fim.

Toda a “força” desses jovens voluntariosos depois de uma hora de treinos embaixo daquele Sol do meio-dia, vinha da influência das “pequenas” que assistiam aos últimos minutos antes do início das aulas do período da tarde no Liceu Domingos Ramos.

De entre todos nós, jogadores cansados mas irredutivéis em não o mostrar, destaca-se o nosso colega “Lipi” – Luís Ribeiro – uma força da natureza um ás desportivo de todo o tamanho que consegue com a maior facilidade deste mundo combinar a sua criatividade e força para realizar contra-ataques e arrastar consigo quem tentasse lhe parar.

“Lipi” tinha esse dom extraórdinario de jogar basket, futebol, andebol ou qualquer outro desporto de forma sublime sempre com um sorriso maroto no rosto mas com uma capacidade de realização incrível.

O nosso amigo teve uma grande chance de se profissionalizar no futebol tendo jogado até no Sporting de Portugal nos anos noventa mas uma lesão lhe dificultou as suas ambições desportivas, mas não sai do nosso imaginário como atleta (nós da geração 70) que tivemos a sorte de vê-lo no campo.

Outro filho de peixe como o “Lipi” é o “Beta” – Alberto Melo – com o desporto também no sangue que também foi um óptimo atleta (lembro-me sobretudo da sua resistência defensiva), o que os mericanos diriam “a pain in the ass” pela forma como sabia fazer a defesa e não largava o osso (o adversário nesse caso) também conseguiu e tem conseguido de forma excepcional marcar a diferença como dirigente desportivo.

Para além dos feitos extraordinários do clube ABC sob a sua liderança (campeonatos ganhos, equipas criadas e campeões construídos), conseguiu mais uma vez com a equipa de gestão do ABC fazer história ao levar o clube na modalidade de andebol pela primeira vez ao campeonato Africano de clubes em Marrocos.

Pela primeira vez o nosso andebol joga com os melhores de África assim como o nosso basket que já ganhou o bronze Africano em Luanda e o futebol que vai se estrear nas grandes competições Africanas pela 1ª vez (a CAN 2013).

A única victória no campo que a equipa feminina do andebol do ABC traz de Marrocos, não diminui em nada o feito do clube que “abriu” as portas da competição de alto nível ao nosso desporto de clubes e o andebol em particular.

Parabéns às meninas do andebol do ABC e toda a equipa que meteu em pé esse feito nacional.

*Por isso nem que seja só no teu espiríto grita comigo como fazem os torcedores:


é Áá, é Bê, é Cê, é ABC

Aquele abraço,

Nuno

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Mon sekoo! I ka sekooo!

Ome garande kasa mindjer, mindjer garande tanbe.
Ome bin sai ianda, i na buska badjuda nobu pa i bin kasa.
I ba oca bajuda, i fala ajuda kumâ i misti pa ê kasa, i
misti pa i ta labal ropa e kusña bianda.Badjuda tanbe i seta.
Ê bai kasamente.

Kontra noiba nobu ciga, i toma konta di kasa. Purmeru
dia ke i ba fugon i kusña bianda, i tira i pui na kabás pa ê kumê:
minjer garande, noiba ku ome.

Ora ke ê kumê tudu i kaba, home pui iagu na kabás e fala pa ê laba mon. I falelis:

– Kim ku si mon seku purmeru, el na fika na kasa.

Noiba laba mon, i kaba, i distindil riba di kabás, i na pera pa i seku.

Mindjer garande laba mon e fika i na toka dedu na un utru,
i na kanta-kanta:

Mon sekoo! I ka sekooo! N na bai!

Mon sekoo! I ka sekooo! N na bai!

Ma manera ku minjer na balansa mon, i seku kinte-kinte.
Suma ku si mon seku purmeru, minjer garande el ku fika
na kasa. Noiba ku di sel mojadu, i junta mburujo e bai.

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Esta história no criulo da Guiné-Bissau retrata o estratagema a que o homem (numa família poligénita) acode para resolver uma rivalidade surgida – que ele proprio desencadeou – serve de recurso ao destaque da astúcia e da experiência, encarnadas na mulher idosa (mindjer garande) sobre a juventude cheia de energias mas, no entanto ingénua e sem expediente.

Contei essa história uma vez num convívio no cometa aonde uma jovem manipulada, ingénua e sem expediente tentava tirar onda comigo desafiando-me.

A partir daí nunca mais me desafiou, pelo contrário mostra muito respeito e atenção.

Estamos vivendo tempos desafiantes e mais desafiantes se irão tornar, por isso é hora de usar de toda a astúcia e experiência que possamos ter para evitar manipulações.

” Mon sekoo! I ka sekooo! ”

Aquele abraço,

Nuno

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no ano de 1963

Na época meu pai estava no 5º ano, turma B e era o aluno nº 19. A segunda lição do caderno do dia 14 de Outubro de 1963 tinha como sumário:

“A translation exercize from portuguese into english on the blackboard”

O texto a ser traduzido:

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Título: A honestidade é a melhor política

Vivia uma vez numa aldeia um lavrador pobre mas digno, que tinha de manter a mulher e sete filhos com os rendimentos da sua pequena quinta. um dia quando passeava nos campos, pensando como poderia aumentar o seu pequeno pecúlio (no dicionário: Pecúlio s.m. Dinheiro acumulado por economia, bens,reserva), encontrou uma bolsa contendo grande quantidade de dinheiro que algum transuente tinha deixado cair.

Levou-a para casa e mostrou à sua mulher que o aconselhou a fazer uso do dinheiro ou pelo menos parte dele, ajudando-os assim a sair de dificuldades. O honesto lavrador lembrou à esposa que a honestidade é a melhor política, e recusou-se a gastar uma única moeda de dinheiro até que tivesse feito o possível por descobrir o seu dono.

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honestidade – honesty

política – policy

fazer uso – to use

Aquele abraço,

Nuno

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Um amigo de palavra

Um livro um amigo de palavra
Tive sempre um tic por duas coisas (ok são dois tics):

1. A primeira são as t-shirts, gosto de t-shirts confortáveis que me assentem bem e me deixem
à vontade, não muito largas nem apertadas.

2. O segundo são os livros.

Tive em tempos algumas t-shirts do Instituto Cabo-verdiano do livro que diziam:

“Um livro, um amigo de palavra”

A t-shirt era branca com letras azul com o texto acima citado e foi-me oferecido pelo meu falecido padrasto Adolfo Leite (conhecido por Doffa). Adolfo foi também o “responsável” pelo meu amor pelos livros, pois para além de gostar muito de ler e encher a casa de estantes e livros ofereceu-me também alguns.

Na época preferia os casos de “Perry Mason” e “Aghata Cristies”. Por ser verdade os primeiros livros que comprei com o meu trabalho eram estes. Ajudei numa das feiras do livro do Instituto Cabo-verdiano do livro e a minha paga tinham sido os livros.

Gosto imenso de livros e levo à letra aquele slogan “Um livro um amigo de palavra”, tanto é que vou vos contar duas histórias para entenderem isso.

Hà cerca de 4 anos atrás fui para a Àfrica do Sul fazer várias formações tecnológicas (passei cerca de 22 dias). Erámos 3 colegas nessa missão com base em Johannesburg.

Após o dia de trabalho (entre as 8h e às 16h) tínhamos o hábito de ir para o centro que basicamente é constituído por 3 grandes centros comerciais com vários serviços. Enquanto os meus colegas “aproveitavam” o tempo livre para fazer compras que são baratas aí, eu passava o meu tempo na livraria do shopping.

A livraria era um delírio do género das modernas em que os livros estão à disposição para serem explorados com poltronas confortáveis que acolhem os visitantes e o bar que serve cappuccinos gostosos e com Cesária Evora e Lura como plano musical de fundo.

Lá para as 22h, o horário em que a livraria fechava era tempo de ir para o hotel e não aconteceu um dia que não levava dois ou 3 livros comigo.

Claro está, que apesar de estar aproveitando o meu tempo livre entre os livros tive também tempo para fazer umas comprinhas para as queridas lá de casa.

Facto está, que os vôos da Àfrica do Sul são normalmente via Dakar, aonde tínhamos que fazer escala para apanhar o vôo para Cabo Verde. Um facto normal também é que raramente as bagagens no vôo da South Africa Airways com escala em Dakar para direcção imediata para New York eram descarregadas.

Assim, era normal que as nossas bagagens viajassem entre os Estados e Unidos e a Àfrica do Sul e só chegassem a Cabo Verde duas semanas mais tarde (como veio a acontecer).

Então, não imaginam o meu stress ao chegar em casa somente com a minha bagagem de mão e mochila (carregadas de livros) e um perfume para a “fofa”, pois a mala com cerca de 40 kilos de outros presentes seguiu com a South Africa Airways sem dia de chegada.

Felizmente, após duas semanas a mala chegou sã e salva, mas ficou-me aquele medo de trazer somente os meus livros na bagagem de mão pois esses não podiam mesmo ficar.

A outra história é mais recente é do final de semana passado, quando com amigos comemorávamos um quarentão no cockpit e a um certo ponto a minha mulher que me vê encostado à parede com o telemóvel na mão vem me perguntar se estava cansado e queria ir para casa.

Que nada, estava a ler! Hoje em dia consumo livros não tão somente no formato tradicional de papel como também consumo audío-books e e-books no meu telemóvel.

Por norma não deixo passar nenhum “tempo livre” seja no interlúdio entre as visitas aos clientes na fila de espera no Banco ou até mesmo no cockpit, no meio da barulhada se me der na gana sintonizo com “o amigo de palavra” aí mesmo.

Aquele abraço,

Nuno

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O pastor e a estrela

Pastor Sardo

Fiz umas férias fantásticas na Sardenha alguns anos atrás. Para quem não sabe a ilha da Sardenha tem uma forte cultura pastorícia. Na Sardenha têm muitas ovelhas e cabras e fazem muito queijo bom.

A ilha é linda ainda com natureza intacta (mais na parte Sul) com praias espectaculares do nível da nossa querida Boavista.

Os “Sardos” (os habitantes da Sardenha), são de estatura pequena e com uma grande tradição pastorícia como acima referi, então, acontece com frequência no interior da ilha de encontrar grupos de cabras a atravessarem a estrada no seu ritmo apaziguado e vagaroso com o “pastor sardo” atrás do grupo a guiá-lo com assobios e movimentos de corpo.

O “pastor sardo” tem a responsabilidade de levar as cabras para a pastagem e no final do dia de re-encaminhá-las para casa. O sucesso da empresa é determinada pela capacidade do pastor saber guiar as suas cabrinhas e conseguir ajudar uma ou outra que por acaso se desencaminhe do roteiro.

Os “sardos” são também exímios cavaleiros (pela sua estatura pequena e pouco peso) e muitos deles são grandes estrelas nas corridas de cavalo. Quando correm como cavaleiros o objectivo é ir o mais depressa possível e ultrapassar o resto dos concorrentes.

A diferença entre o “pastor sardo” e a “estrela” é a mesma que existe entre uma boa liderança e uma péssima.

O bom líder tem como objectivo desenvolver as capacidades e competências do grupo e quase por ironia é aquele que está atrás do grupo. Ao bom líder interessa que o o grupo chegue ao destino mesmo se ele tiver que ir mais devagar.

O péssimo líder é aquele que pensa que liderança é ele chegar em primeiro lugar, sem se preaucupar com o grupo. O péssimo líder é do tipo “quando saiu da empresa as coisas deixaram de funcionar”, quer dizer que apesar de todos os anos que ele passou como “líder” não soube ajudar os outros a desenvolverem.

O grande apresentador é como o “pastor sardo” ele pensa somente na plateia, em como ajudá-la a desenvolver-se, no quê está interessada e gosta.

O apresentador medíocre é como a estrela, pensa só num vencedor – ele mesmo – e desinteressa-se por completo da plateia só se interessa por ele mesmo e pelo seu Powerpoint e ego.

Se quiseres ser um grande apresentador e líder começa “pastorar”.

Aquele abraço,
Nuno

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Il palio di Siena

Il palio di Siena

Ainda decorre a novela passione na Televisão de Cabo Verde. Algumas partes desta novela são filmadas na Toscana uma das regiões mais bonitas da Itália e do mundo.

Aparece com frequência imagens de uma cidadezinha medieval chamada Siena.

Siena é a “minha cidade” aonde vivi por cerca de 9 anos e tem uma tradição cultural única e potente: Il palio di Siena.

Il palio di Siena é uma corrida de cavalos que tem como pista uma praça (a principal praça da Cidade, chamada piazza del campo). Todos os anos, a praça que tem a forma de uma concha redonda gigante é enchida de terra para se fazer a pista de cavalos.

Para além do pista de corrida il palio tem várias outras particularidades como o facto dos cavaleiros competirem sem sela nos cavalos e o início da corrida seja feito à sorte.

Mas, como se faz esse sorteio?

Bom, são 10 cavalos a concorrerem, o juíz da corrida mete os nomes dos cavalos numa caixa e começa a tirar os nomes um a um até o nº 9. Os cavalos vão se posicionando na ordem do sorteio da esquerda para a direita.

O 10º cavalo fica atrás da linha de partida separado dos cavalos em fila por uma corda que deixa somente espaço para poder entrar na linha de partida.

A corrida não parte enquanto o 10º cavalo não entrar na linha de partida. O 10º cavaleiro, pondera com muito cuidado como vai entrar pois parte atrás de todos.

O início da nossa apresentação tem que ser no estilo da partida do palio di Siena. Temos que pensar como o 10º cavaleiro e ponderar como vamos começar, pois se perdermos a plateia no início vai ser difícil recuperâ-la mais à frente.

O início da nossa apresentação deve ser forte e segurar a atenção da plateia presente assim como um bom cavaleiro segura as rédeas do seu cavalo.

O início da nossa apresentação deve ser preparado e praticado (ensaiado) em voz alta antes da apresentação. Como diz o ditado “a primeira impressão conta”, e é verdade.

Mas como iniciar a nossa apresentação?

Eu gosto de histórias. As pessoas gostam de histórias. Conte uma história.

Aquele abraço,
Nuno

PS: já estão a preparar “il palio del fine settimana”?

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Ferdinand e a Vaca

Babe The Film

Num filme de 2005 chamado “Babe o porquinho” existe um diálogo interessante quando os animais da quinta espreitavam pela janela da cozinha para verem a quem calhou ser o “jantar” de Natal. Calhou à pobre Roseane uma pata muito querida.

Eis o diálogo:

Ferdinand (pato) – Mas porquê a Roseana, ela tem uma natureza tão nobre. Isso é demais até para um pato. Essas coisas são uma dor na alma.

Vaca – É assim a vida temos de aceitar as coisas assim como elas são.

Ferdinand (pato) – As coisas são uma porcaria.

O pato Ferdinand tem um caracter rebelde que não aceita as coisas e discute que não deveriam ser assim ou assado.

A vaca é do genéro resignado com a vida e que aceita as coisas sem fazer nada.

Ambos os carateres, do Ferdinand e da vaca funcionam numa óptica de espiral negativa e fazem lembrar muito as pessoas que querem fazer algo na sua vida mas deixam-se levar pela espiral para baixo.

Pelo contrário devemos ver a realidade no presente e a partir daí explorar as possibilidades, sem nos deixar transportar pelo “Ferdinand” que fecha todas as portas e possibilidades ao focar a sua atenção no “não deveria ser assim”.

Nem deveremos ser como a vaca que aceita resignada o que o mundo lhe dá.

ATENÇÂO que ver a realidade no presente não é o mesmo que aceitar a realidade. Ver a realidade no presente é ver os factos no momento actual e a seguir procurar possibilidades.

Nos anos setenta dois estudantes universitários Americanos foram para a Índia enquanto um deles viu esta realidade num tom chocante e derrotista:

” Milhares de pessoas pela ruas enlameadas todos descalços”, o seu amigo responde-lhe com um brilho nos olhos “vê só o negócio dos sapatos”.

O segundo, regressou para os Estados Unidos de América e fabricou uns sapatos de plásticos (comunalmente ditos chupa cacá em Cabo Verde) e vendeu milhões à Índia. Aquele estudante chamava-se Tom Mackain e é um milionário.

Tudo depende de como vemos a realidade, mesmo se as coisas não estiverem a correr a maravilhas há sempre possibilidades a serem exploradas, mas é preciso ver primeiro o que o presente nos apresenta como realidade e sem sentimentalismos evitando de agir como o Ferdinand ou a vaca, vermos a partir daí que possibilidades temos.

Aquele abraço,

Nuno

PS: não tenho desculpas por este silêncio prolongado da nossa newsletter, espero somente que esteja tudo bem consigo e família

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Fidjo fora

Ainda no outro dia enquanto fazia uma caminhada no calçadão da Praia, encontrei-me com a Vera, uma ex-aluna minha na Licenciatura TIC há mais de 5 anos.

Vera é uma mulher pequenina e simpática que frequentava o curso nocturno.

Ao encontrar-se comigo cumprimentou-me dizendo “teacher” como é que estás e eu retribuí o cumprimento e trocamos algumas palavras sobre como ia a família de ambos e as actividades.

Antes de nos despedirmos fez questão de me dizer que andava a frequentar aulas de Inglês e que todas as vezes se recordava da história do “fidjo fora” que tinha contado à turma.

A história de “fidjo fora” dizia assim:

” Era uma vez um senhor que fruto das suas escapadelas extra-matrimoniais teve um filho (fidjo fora no crioulo de Cabo Verde).

O senhor nunca assumiu o seu filho, e os anos passaram na maior tranquilidade com a sua família nuclear de onde teve uma filha.

Chegada na adolescência a filha começou a namorar, primeiro às escondidas e depois sob a pressão familiar viu-se obrigada a apresentar o já então noivo em casa.

Qual não foi o espanto do pai quando reconheceu “no noivo” o filho nunca assumido.

Então ele atrapalhou-se de tal forma e viu o seu mundo a desabar no momento. Tudo por causa da sua relutância no passado em assumir o seu “fidjo fora”. ”

Aí eu terminava a história assim:

“Não deixem o Inglês ser o vosso “fidjo fora”, pois nunca sabem quando pode aparecer nas vossas vidas.”

Nem têm ideia de quantos ex-alunos meus me encontram após quantos anos (5 anos) a relembrar-me dessa pequena história.

A minha intenção era despertar-lhes para a necessidade de conhecer a língua inglesa não só para a Licenciatura TIC, mas para as suas vidas profissionais nos dias que correm.

Poderia ter sido muito abstracto dizendo-lhes que primeiro o conhecimento é produzido em Inglês (nas áreas TIC quase sempre, nas outras áreas também) e que se estudassem em Inglês tinham a chance de saber as coisas 3 anos antes de serem traduzidas em Português, mas preferi contar uma história concreta e inesperada.

Tenho a certeza, que daquí a 20 anos se Deus me der vida ao encontrar-me com esses alunos ainda se lembrariam dessa história.

E vocês, lembram-se do que se falou na apresentação de 5 dias atrás? E aquela de 50 dias atrás, alguma coisa?

Quando fizerem as vossas apresentações contem histórias. Sejam concretos e se possível surpreendam que de certeza irá ter um impacto duradouro nas vidas das pessoas.

Aquele abraço,

Nuno

PS: ainda no mês passado, no jantar anual que o Lions Clube da Praia realiza várias pessoas me cumprimentavam e diziam quanto foi bonita a história que contei há 3 anos atrás.

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Nenhum Plano Resiste o Contacto Com o Inimigo

Na famosa academia militar dos Estados Unidos – West Point – eles dão uma grande importância à liderança. West Point mudou a sua visão de liderança adotando um conceito novo a que chamou de “Commander Intent”.

Antes do “Commander Intent” o Chefe de Estado Maior recebia uma ordem detalhada do Presidente dos Estados Unidos, que depois era comunicado ao longo da hierarquia militar (brigada, batalhão, etc), mas o problema é que a Ordem era muito detalhada e muitas vezes como se costuma dizer nenhum plano resiste o contacto com o inimigo o plano ia muitas vezes por água abaixo.

Para ultrapassar isso, os americanos adoptaram o conceito de “Commander Intent” que está a significar “a intenção do comando”. Em vez de fazer-se um plano detalhado desde o nível do Presidente, este emite “a sua intenção” que depois é “traduzida” pelas várias hierarquias adaptando-se ao contacto com o inimigo e outros imprevistos desde que se trabalhe para satisfazer “a intenção”.

Usando a metáfora militar no nível empresarial e institucional deparamos muitas vezes com produtos/serviços e projectos vários que morrem na planificação e nunca saem do papel ou se saírem estão mortos antes de entrarem no mercado.

Isso porque ainda no nível empresarial/institucional falhamos a comunicar “a intenção” antes de reunir os detalhes em planos.

Exemplo, uma empresa organiza a sua equipa comercial, técnica e logística para apresentar um novo projecto de produto/serviço e parte “a priori” a detalhar o produto/serviço sem contextualizar com firmeza “a intenção” (isto é o porquê se quer ou pensou-se em arrancar com projecto).

Fazendo assim, cada área mete o foco nos detalhes que lhe dizem respeito e aí começam “os problemas” pois tenta-se seguir os detalhes sem ver formas de adaptá-lo quando se verifica que este deve ser mudado.

Mas, se todos estivermos sintonizados “na intenção” então independentemente do nível aonde actuamos (área técnica, comercial ou logística) saberemos como adaptar o plano no caso de problemas desde que não perdíamos o foco “na intenção” inicial.

Com a aproximação do final de semana convido-vos a seguirem a clara “intenção de divertimento e relax” independentemente dos detalhes que o vosso plano possa adoptar (ir à praia de mar,cozinhar uma feijoada em família ou dar um passeio fora …).

Aquele abraço,
nuno

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